Moda masculina concentra todas as atenções

De 11 a 14 Janeiro, dentro da Fortezza da Basso, em Florença, a moda masculina para o Outono/Inverno 2006.07 foi apresentada ao mercado internacional e aos 27.522 compradores que estiveram presentes na 69ª edição da Pitti Immagine Uomo. As 643 empresas expositoras, que representavam 811 marcas, das quais, 283 (34.9% do total) eram estrangeiras, impuseram uma dinâmica muito própria aos pavilhões. A organização Pitti Immagine tem sabido aproveitar a potencialidade de Florença como capital da cultura e centro de beleza, tornando-a um palco privilegiado para representar a moda, não só através da Pitti Uomo, mas também da Pitti Bimbo, Pitti Filati,… Dentro deste conceito, que junta business, arte e projectos culturais, Florença torna-se nestes dias de feira, alvo de todos as atenções. Para a organização, o resultado final demonstra que, além de confirmar a Pitti Immagine Uomo como o evento catalizador do sector, depois de sete anos de um crescimento extraordinário e ininterrupto, quer em qualidade, quer em quantidade, a feira atingiu um ponto de equilíbrio. Por outro lado, ainda segundo a organização, esta situação reflecte o facto de nos mercados mais maduros, os pontos de venda terem vindo a diminuir de número e crescer em dimensão. Foi uma edição avaliada de forma muito positiva por todos os operadores nomeadamente expositores, compradores e jornalistas, pela capacidade de renovação, pelo empenho demonstrado pelos expositores, pelos negócios concretizados, enfim, pela inovação e qualidade dos produtos aliada àquela dose de tradição e de altíssima qualidade que é a essência da moda “made in Italy”. Como já vem sendo hábito, a Pitti Immagine Uomo é uma feira que não se confina aos pavilhões da Fortezza da Basso, deixando a sua marca por toda a Florença. Como exemplo, pode-se destacar o projecto Welcome, na Stazione Leopolda, dedicado à streetculture e o projecto Pitti Immagine Rooms, no British Institute, dedicado ao luxo contemporâneo. Para além destes eventos, são de referir a presença difusa da marca francesa Maison Martin Margiela, a empresa convidada especial desta edição do certame, em vários espaços da cidade e os desfiles e instalações de Rick Owens, um dos mais destacados designers de moda da última geração, sem esquecer as festas promovidas pela Levi’s ou pela Calvin Klein. Sobre os dados referentes aos compradores, 17.909 eram italianos. Nos compradores estrangeiros foram evidentes os óptimos resultados de três mercados estratégicos: Alemanha, Espanha e Suiça, que assinalaram um crescimento consistente de 4%, 5% e 9%, respectivamente. Também se verificou um aumento dos mercados asiáticos: Japão com mais 8%, e Coreia com mais 14%. Houve um ligeiro decréscimo dos compradores oriundos de França, Grã-Bretanha e China. Portugal contou com 218 visitantes. Portugal fez-se representar por dois expositores, que apresentaram outras tantas marcas: a Vicri e a Pinho Vieira. O Portugal Têxtil falou com Luisa Santos, da Vicri, que verificou uma afluência de mais qualidade por parte dos visitantes, sobretudo italianos. «Este facto indicia uma melhoria da situação no mercado, em particular em Itália. Para a Vicri, o balanço foi positivo, porque tivemos mais visitantes no stand do que nas edições anteriores, facto que se traduziu tambémem mais encomendas. Por outro lado, a resposta à colecção foi bastante positiva, o que deixa antever um crescimento nos mercados, em particular nos europeus». A próxima edição da Pitti Immagine Uomo decorrerá entre 21 e 24 de Junho.