Moda infantil em destaque na Europa

Os três maiores salões de moda infantil da Europa decorreram recentemente, com resultados diferentes. A Pitti Bimbo, realizada em Florença (Itália), não desmereceu o título de maior salão europeu deste competitivo sector. Os compradores da Europa do norte confirmaram uma vez mais o seu grande dinamismo, destacando-se uma forte presença de franceses, alemães e belgas, bem, tendo os americanos e os japoneses estado igualmente em força no salão florentino, que se realizou em Junho passado. Por seu lado, os compradores do sul da Europa (Grécia, Espanha e Portugal) registaram um decréscimo na participação. Entre os expositores presentes em Florença, destaque para a Cacharel, Chevignon e Naf-Naf, além das estreias da Quiksilver – habitual participante da Pitti Uomo – e das colecções infantis de Emanuel Ungaro e Christian Lacroix. A 55ª edição da Pitti Bimbo saldou-se assim por mais um assinalável sucesso. Quanto à Kind & Jugend, realizada em Colónia, na Alemanha, uma semana após o salão italiano, em Julho, teve um desempenho bem diferente. Com efeito, apesar da antecipação nas suas datas de realização e da presença de 170 marcas, este certame ressentiu-se da crise que o mercado de vestuário infantil atravessa actualmente na Alemanha. Sinal claro desta recessão é o forte decréscimo no volume das encomendas para a estação Verão 2003, que segundo alguns especialistas atingirá os 84%. Ainda assim, os compradores alemães e russos marcaram forte presença nesta feira, que decorreu durante três dias no parque de exposições da Köln Messe. Por último, a Fimi, que decorreu entre 5 e 7 de Julho em Valência, Espanha, obteve um desempenho positivo. Com 316 expositores (mais 20 que no ano transacto) e 8.000 visitantes (mais 300 que em 2001), o salão espanhol confirmou desta forma o seu importante lugar no sector da moda para criança, dando assim um sinal positivo numa altura em que alguns dos seus congéneres atravessam dificuldades e tendem a escassear. No entanto, a Fimi continua a ser um certame essencialmente local, uma vez que apenas 3% dos expositores presentes são estrangeiros e as grandes marcas internacionais continuam ausentes de Valência. A maioria dos seus visitantes vem de Madrid, Barcelona e Murcia, contando igualmente com vários compradores franceses.