Moda espanhola invade NY

Foi inclusive na Big Apple que a Ministra da Cultura do país vizinho, ángeles González-Sinde, apresentou a estratégia delineada para promover a visibilidade internacional das empresas espanholas de luxo, que teve como plataforma de lançamento a Semana da Moda de Nova Iorque. «A fileira moda é muito importante em Espanha e uma grande embaixadora da nossa identidade, criatividade e indústria», afirmou ángeles González-Sinde na apresentação realizada no Instituto Espanhol Rainha Sofia de Nova Iorque, cujo presidente é o consagrado estilista dominicano, naturalizado americano e com forte ligação a Espanha, óscar de la Renta. Na opinião da detentora da pasta da cultura no Governo de Zapatero, apesar da criação e do retalho de moda de Espanha usufruírem uma boa projecção internacional, é necessário «dedicar também um esforço» à moda de luxo. «Este é o momento adequado para aproveitar todo o talento que, em Espanha, se dedica à criação, à alta-costura e garantir a continuidade desse esforço, mesmo em momentos nos quais as condições económicas são mais difíceis», explicou. Com esse objectivo, o Ministério da Cultura Espanhol investiu, em 2009, 214 mil euros na promoção de um sector que factura 5.300 milhões de euros por ano, tendo para isso desenhado uma estratégia que fixa Nova Iorque como centro de operações. «Nova Iorque é a capital mundial da moda e todo o mundo aqui vem ver as últimas propostas dos criadores», referiu a ministra. Para que a estratégia de promoção da moda espanhola seja consistente, o Ministério da Cultura do lado de lá do Rio Minho assinou um convénio com a Associação de Criadores de Moda de Espanha (ACME), para a organização de acções de promoção da moda de luxo espanhola durante as próximas edições da Semana da Moda de Nova Iorque. De acordo com González-Sinde, «este é um investimento estratégico de médio e longo prazo que, para o país, terá uma rendibilidade e retorno importante, já que a moda é uma embaixadora perfeita da nossa imagem de país contemporâneo, de inovação e tecnologia e de grande capacidade de adaptação, mas também de tradição e costumes». Os desenhadores espanhóis são, segundo explicou, «herdeiros e transmissores de uma concepção das artes» e, dado que grande parte das 3.745 empresas existentes em Espanha ser de dimensão pequena e média, «necessita de uma rede de divulgação que o Governo pode impulsionar». Segundo a Direcção Geral de Política e Indústrias Culturais, nos últimos cinco anos, as exportações da fileira moda cresceram 56%, sendo Portugal (16,4%), França (13,6%) e Itália (10,3%) os principais destinos dessas exportações.