Moda em defesa do ambiente

O mundo continua de olhos postos em Copenhaga onde, desde 7 e até 18 de Dezembro, decorre a Cimeira das Nações Unidas sobre as alterações climáticas, considerada já um marco histórico na batalha contra o aquecimento global. A par da cimeira, teve também lugar na capital dinamarquesa um desfile/concurso de moda ecológica, onde os protagonistas não foram os habituais casacos de peles ou as calças produzidas a partir de tecidos derivados do petróleo. Pelo contrário, a passerelle encheu-se de uma moda “verde”, bastante elegante e ecologicamente correcta. A Copenhagen’s Opera House foi o local de eleição para o desfile, que reuniu um total de 20 jovens estilistas provenientes de cinco países. Cada criador apresentou dois modelos produzidos com algodão e seda orgânicos, poliéster obtido a partir de garrafas de plástico e ainda novos tecidos fabricados com resíduos da indústria e agricultura. De igual forma, foram utilizados outras matérias-primas inovadoras como, por exemplo, o Ingeo, desenvolvido a partir do milho. Este material permite criar tecidos capazes de imitar desde a leveza da seda à grossura dos jeans. Outra matéria-prima utilizada na concepção do vestuário foi a Milkfiber, produzida a partir da proteína do leite. «Algumas das peças apresentadas na minha colecção foram produzidas com um material obtido a partir de garrafas de plástico e, assim, consegui criar uma moda sustentável e bastante prática», afirmou Karen Eggert, uma das designers que participou no evento. Após a análise dos 40 modelos que desfilaram pela passerelle, o júri concedeu o prémio de 6.720 dólares à finlandesa Saara Lepokorpi, que utilizou lã orgânica, Ingeo e Milkfiber para a produção das suas indumentárias. O prémio foi entregue pela princesa Mary da Dinamarca, que elogiou «as pessoas criativas e cheias de boas ideias do mundo da moda», acrescentando ainda que este tipo de iniciativas são essenciais para promover «uma indústria que capta e reflecte a evolução da nossa sociedade».