Moda com garra

Investindo fortemente em marketing, a Bi-Joy, a empresa que representa em Portugal a Hello Kitty, volta a dar cartas, não só por ter conseguido a maior facturação de sempre em território nacional, mas sobretudo por ter apostado em levar a marca até às passerelles nacionais. «O crescimento da marca Hello Kitty tem sido sempre gradual, mas desde 2007 houve um crescimento mais acentuado. Isto deve-se ao facto de estamos sempre abertos a novos desafios, que nos podem fazer chegar mais longe», afirmou Patrícia Vasconcelos, directora-executiva da Bi-Joy, empresa que no ano passado facturou oito milhões de euros. A mais recente iniciativa foi a realização de um desfile, nada mais nada menos que na ModaLisboa e que contou com criações exclusivas de alguns dos principais designers nacionais – Aforestdesign, Aleksandar Protic, Alexandra Moura, Anabela Baldaque, Dino Alves, José António Tenente, Isilda Pelicano, Katty Xiomara, Lara Torres, Luís Buchinho, Maria Gambina, Miguel Vieira, Nuno Baltazar, Pedro Pedro, Ricardo Dourado, Ricardo Preto, Storytailors, Valentim Quaresma, e White Tent. O evento contou ainda com a participação especial de Victoria Casal, responsável pelo design da linha de luxo da Hello Kitty – Victoria Couture. «Para criar a minha peça baseei-me, sobretudo, no universo infantil e na Hello Kitty, nas cores que para mim são a Hello Kitty – o vermelho e o cor-de-rosa – e fiz uma peça muito infantil, muito BD, muito sparkling, e com volume. Acho que este desfile não pretende mostrar uma colecção, pretende ser um show, e, nesse sentido, acho que o importante é fazer algo que funcione em passerelle, que tenha luz e cor», explicou Dino Alves Por seu lado, Katty Xiomara apostou na sensualidade. «Fiz a bonequinha com um espírito muito mais adulto. Vesti-a de lingerie, com um babydoll vermelho e uma capinha tipo capuchinho que era a inspiração da minha última colecção de lingerie. Está bastante sensual, apesar de, obviamente, não perder a essência infantil, até porque toda a roupa dá para vestir ou tirar. No caso do coordenado é o oposto. Quando pensei na Hello Kitty pensei logo no Japão, portanto criei um quimono, não um quimono normal mas um quimono curto, recriado com patchwork de tecidos muito floridos. Enquanto a boneca é uma versão mais adulta, o coordenado tenta recriar o espírito infantil da Hello Kitty». Já Luís Buchinho preferiu manter a sua imagem de marca. «Baseei-me muito na minha colecção. Achei que havia um pequeno grupo da colecção que poderia ser muito facilmente associado ao universo Hello Kitty, pelas cores, pela volumetria e também pelo seu lado muito japonês. Assim, fiz uma derivação de um dos coordenados que apresentei na minha colecção principal». Todas as peças foram leiloadas na Internet e as receitas obtidas reverteram a favor da Associação Ajuda de Berço.