MO alinha-se com a Better Cotton Initiative

A marca portuguesa aderiu à organização global sem fins lucrativos que promove práticas agrícolas sustentáveis na produção de algodão com o objetivo de melhorar as suas credenciais ambientais e sociais.

[©MO]

A adesão insere-se na estratégia da marca para incorporar critérios ambientais e sociais na sua cadeia de aprovisionamento. A MO, que deverá trocar de mãos até ao final do semestre, estabeleceu como objetivo até 2028 que 75% do algodão utilizado nas suas coleções seja proveniente de fontes certificadas pela Better Cotton Initiative (BCI).

«A adesão à BCI representa um marco no compromisso da MO com a sustentabilidade. Esta parceria reforça a promoção de práticas de cultivo mais responsáveis, contribuindo para a melhoria das condições de vida dos agricultores e para a redução do impacto ambiental da produção de algodão», afirma Ricardo Rego, Head of Supply Chain & ESG da MO. «Queremos promover mudanças positivas e inspirar outras marcas a seguir o mesmo caminho», acrescenta.

No último relatório de atividades, a BCI indicou estar a operar em 22 países e representar atualmente cerca de 22% da produção mundial de algodão. Em 2022-2023, a colheita de algodão Better Cotton aumentou para 5,47 milhões de toneladas. Os 2,1 milhões de agricultores participantes recebem formação em temas como gestão eficiente da água, preservação do solo, redução do uso de pesticidas e condições de trabalho seguras.

A organização aplica um modelo de balanço de massas, em que o algodão certificado pode ser misturado com algodão convencional na cadeia de fornecimento. No entanto, a aquisição de Better Cotton assegura que um volume equivalente é cultivado segundo os princípios da iniciativa, o que resulta em benefícios diretos para os produtores e incentiva práticas agrícolas mais sustentáveis.

Na Índia, um estudo realizado entre 2014 e 2023 mostra que os agricultores Better Cotton reduziram a utilização de pesticidas em 53% e o consumo de água para irrigação em 29%. Além disso, os custos globais dos produtores (excluindo o arrendamento de terras) diminuíram 15,6% e a representação feminina entre os Field Facilitators aumentou de 10% para 15,5% entre 2019/20 e 2021/22, evidenciando progressos contínuos ao longo do tempo.