Milão e Nova Iorque: a guerra na passerelle

O calendário de desfiles já está disponível e a redactora-chefe da Vogue, Anna Wintour, criticou o mesmo, exigindo uma concentração dos desfiles em apenas três dias. Depois de algumas hesitações iniciais os famosos designers em Milão acabaram por ceder a esta exigência.

A Camera della Moda não conseguiu evitar esta atitude, mas exprime frequentemente a sua discordância relativamente a esta invasão da autonomia italiana. Todos os grandes designers acabaram por ceder com excepção de Krizia. Na prática esta atitude traduz-se numa grande discriminação relativamente a todos os jovens e menos proeminentes designers e também para os que se encontram em crescimento, que dependem da imprensa internacional. O grande perigo é que as grandes revistas concentrem no futuro a sua visita apensa nestes três dias. A grande variedade de desfiles, assim como o significado de cidade de moda que Milão tem, poderão ser afectados.

O primeiro dia dos desfiles de vestuário feminino de Milão terminou com a inauguração de uma exposição sobre 20 anos de publicidade da Armani. A retrospectiva mostra que o designer se manteve sempre fiel a si mesmo. A elegância dos anos 20 e 30 está sempre presente, tendo esta sido o tema central do desfile Armani: materiais modernos, calças largas e camisolas dos anos 20, a elegância dos plissados e a sofisticação dos anos 30.

Ferragamo apresentou tecidos sofisticados, aplicações e cortes refinados. Alberta Ferretti transformou as modelos em meninas com vestuário de ténis e Just Cavalii deixou igualmente antever uma nova moda jovem que se afasta do ditadura dos jeans. A oferta é muito variada.