Michael Kors soma e segue

A casa americana de moda e acessórios de gama alta registou um lucro melhor do que o esperado no quarto trimestre, com a procura pelos seus produtos de luxo na América do Norte e na Europa a permitir um aumento das vendas de 52% e 97%, respetivamente. Isso significa que a expansão está nos projetos já que a empresa listada na Bolsa de Valores de Hong Kong termina o seu primeiro ano completo como empresa pública e a América do Norte é um alvo fundamental. O sportswear para homem e os artigos em couro são ambos vistos como «oportunidades de crescimento a longo prazo para a empresa», afirmou o CEO John D. Idol. As vendas por grosso são igualmente consideradas essenciais, apesar da expansão da rede própria de lojas. As ações da Michael Kors Holdings subiram, com os analistas a usarem palavras como «estelar» e «fenomenal» para descreverem os resultados. «O ano fiscal de 2013 foi mais um ano extraordinário para a Michael Kors com a continuação do dinamismo no quarto trimestre a refletir os avanços nas nossas fundamentais estratégias de crescimento», explicou Idol. «Os nossos acessórios e pronto-a-vestir de luxo estão a ser bem acolhidos pelos consumidores em todo o mundo e estamos entusiasmados pelas nossas perspetivas de crescimento futuro», acrescentou. O lucro do último trimestre da marca com 30 anos mais do que duplicou para 101 milhões de dólares (77,6 milhões de euros) ou 50 cêntimos de dólar por ação, bem acima dos 0,39 dólares previstos pelos analistas, em comparação com os 43,6 milhões de dólares ou 0,22 dólares por ação em comparação com um ano atrás. A Michael Kors, que tem ganho quota de mercado à sua maior rival, a Coach, registou ainda um aumento de 57,1% das vendas totais, para 597,2 milhões de dólares, com o tráfego a aumentar, sobretudo nos seus formatos de shop-in-shop em grandes armazéns. As vendas a retalho cresceram 58,8%, para 272,7 milhões de dólares, impulsionadas por um aumento de 36,7% nas vendas comparáveis e pela adição de 67 lojas em comparação com há um ano atrás. As vendas na América do Norte, que representam 75% do total, subiram para 516,9 milhões de dólares, enquanto as vendas europeias ultrapassaram os 73 milhões de dólares. As vendas por grosso aumentaram 59,4%, para 304,7 milhões de dólares e as receitas das licenças subiram 15,7%, para 19,8 milhões de dólares. As margens brutas também cresceram, para 59,7%, em comparação com os 57,7% de há um ano atrás. Para o ano fiscal terminado em 30 de março, o volume de negócios total aumentou 67,5%, para 2,2 mil milhões de dólares, as vendas a retalho cresceram 69,5%, para 1,1 mil milhões de dólares e as vendas comparáveis subiram 40,1%. O lucro total anual atingiu os 397,6 milhões de dólares, o que equivale a um lucro por ação de 1,97 dólares. Para o primeiro trimestre do novo ano fiscal, a empresa antecipa que o volume de negócios total se situe entre os 555 e os 565 milhões de dólares, assumindo um aumento de 20% das vendas comparáveis. Já para o ano fiscal de 2014, o volume de negócios deverá situar-se entre os 2,65 e os 2,75 mil milhões de dólares, segundo as previsões da Michael Kors Holdings, com as vendas comparáveis a aumentarem entre 15% e 20%.