MGC acelera descarbonização

A empresa especialista em acabamentos de tecidos, que resulta da joint-venture entre a Carrington e a portuguesa TMG, reduziu em 13% as emissões de CO2 equivalente por tonelada produzida e em 17% o consumo de gás natural face a 2024.

MGC [©Carrington]

Os resultados constam do terceiro Relatório de Sustentabilidade do RTS Textiles Group, que integra a MGC, que apresenta os investimentos realizados nas unidades industriais do Reino Unido, Portugal e Paquistão, abrangendo eficiência energética, produção renovável, gestão da água, circularidade e desenvolvimento de soluções têxteis com menor impacto ambiental.

Na MGC, a diminuição de 17% no consumo de gás natural foi conseguida após a instalação de um sistema de recuperação de água quente. A empresa está também a desenvolver um projeto solar com 870 kW de potência, que deverá cobrir 26% das necessidades de eletricidade da unidade e reduzir a sua pegada de carbono em 7%, indica o documento. Paralelamente, encontram-se em instalação duas novas râmulas, que deverão permitir uma redução adicional de 8% no consumo de gás natural.

A MGC, especializada em acabamentos têxteis de elevada performance, integra o RTS Textiles Group juntamente com unidades como a Pincroft e a Alltex, no Reino Unido, e a Carrington Textiles International (CTi), no Paquistão. O grupo resulta da consolidação das operações da RTS Textiles com os parceiros TMG – Acabamentos Têxteis e Sapphire Textile Mills.

Energia, água e circularidade

No Reino Unido, a Pincroft gerou 72% da eletricidade consumida através de cogeração, evitando a emissão de 719 toneladas de CO2. A empresa continua igualmente a desenvolver o seu programa Carbon Roadmap e outras iniciativas de eficiência energética e descarbonização.

Na CTi, a capacidade de produção solar aumentou de 5,5 MW para 8,3 MW, elevando o peso das energias renováveis no consumo da unidade de 10% para 14%. Segundo o relatório, esta capacidade permite evitar anualmente 2.638 toneladas de CO2 equivalente.

A unidade paquistanesa está a proceder à instalação de uma nova estação de tratamento de águas residuais, dimensionada para processar 400 metros cúbicos por hora, que deverá entrar em funcionamento no próximo mês de agosto. A CTi está ainda a reutilizar cinzas provenientes de biomassa e carvão na produção de tijolos. Até à data indicada no relatório, foram produzidos 532.860 tijolos com recurso a 425,2 toneladas de cinzas. Foram igualmente plantadas mil árvores para aumentar a cobertura vegetal, melhorar a qualidade do ar e apoiar a biodiversidade local.

O RTS Textiles Group está igualmente a ampliar o recurso a fibras e tecnologias que conjugam conforto, proteção e desempenho com uma redução do impacto ambiental. O portefólio inclui poliéster reciclado quimicamente, algodão orgânico e fibras e tecnologias como Better Cotton, CiCLO, Repreve, Sorona, Tencel e Vortex.

«Com base nos alicerces estabelecidos nos anos anteriores, este relatório destaca o nosso progresso e reafirma o nosso compromisso com uma produção responsável, a inovação e a transparência em todas as nossas operações globais», resume John Vareldzis, CEO do RTS Textiles Group.

Com uma capacidade anual de produção superior a 130 milhões de metros, o grupo fornece tecidos de vestuário de trabalho e proteção a clientes em mais de 80 países, servindo setores como a indústria, saúde, hotelaria, defesa e serviços de emergência.