O mercado da roupa interior para homem atravessa um bom momento no mercado europeu.
Com efeito, e segundo responsáveis dos maiores armazéns retalhistas, este fenómeno assemelha-se ao que viveu o segmento da lingerie, há uma década atrás.Como prova desta expansão, o vestuário interior masculino cresceu 6% em volume e 18% em valor na Europa, em 2003, e os dados apontam para uma continuação desta tendência.Segundo os analistas do sector, podemos distinguir três segmentos no mercado da roupa interior masculina: o modelo clássico-básico, a peçasexy e moderna, e o estilo urbano.O primeiro destes segmentos quase não evoluiu, mantendo-se as peças em formas básicas, em 100% algodão.Já cadeias como aPrintemps preferem apostar nos modelos de estilo urbano, cativando uma clientela de 35-50 anos, que aposta em artigos maissexy e arrojados.No que toca aos modelos mais procurados, 2003 foi um ano extremamente positivo para os artigos em microfibra. Segundo dados daTns-Secodip, um em cada três homens entre 25-34 anos comprouboxers eshorts em microfibra, o que favoreceu particularmente marcas como aLyocell,Méryl eTactel.Marcas como aDim,Eminence eMariner assumem um papel de destaque neste mercado, que deverá continuar a crescer em volume de vendas e facturação, em 2004.Por outro lado, insígnias como aCalvin Klein têm vindo a apostar igualmente no mercadogay, anunciando os seusshorts em revistas dirigidas para este público.O peso que o vestuário íntimo masculino possui actualmente tem também levado as empresas anunciantes a apostar em estratégias de comunicação especificamente dirigidas para o homem moderno e urbano, que a agência de publicidadeEuro Rscg denomina como metrosexual, e que se preocupa com o seu aspecto físico, consumindo regularmente cosméticos e outros produtos de beleza, além de seleccionar e comprar criteriosamente a sua roupa interior.









