Em apenas seis meses, a feira de tecidos espanhola Textilmoda, que decorreu em Madrid de 5 a 7 de Setembro, passou de 270 para 182 expositores, arrastada pela forte crise do sector, mas também pela falta de acerto na escolha de datas, que a fez coincidir com a francesa Tissu Premier e com a alemã Munich Fabric Start.
Assim, a feira ficou marcada pela drástica redução do número de empresas expositoras e por um certo sentimento de derrota no ânimo dos expositores. Os 3.404 m2 do pavilhão do Parque de Exposições Juan Carlos I eram demasiado pequenos e nos comentários dos expositores estava presente uma certa percepção de falta de correspondência das suas necessidades com a oferta da feira.
A directora da Textilmoda, Pola Iglesias, comentou que «muitas empresas, entretanto e infelizmente, encerraram, enquanto que vários fabricantes estão a converter-se em importadores», pelo que considera que as soluções relativamente à Textilmoda são difíceis.
Desde a alteração das datas (a próxima edição de Fevereiro ocorrerá depois da Première Vision), a possibilidade de introduzir produto asiáticos de alto nível, ou o convite aos organizadores da feira catalã STIB para realizarem o evento em conjunto, são tudo possíveis medidas para manter um evento que deverá repensar a sua função e objectivos para a próxima edição.
Na opinião da responsável da Lemar, Fátima Silva, presente pela segunda vez na Textilmoda, um dos factores que provocou o decréscimo no movimento geral da feira foi o seu timing. «Não se podem fazer coincidir três feiras porque as empresas, duma forma geral, não podem dividir as suas equipas comercias», comentou. No entanto, os resultados comerciais desta presença não fizeram gorar as expectativas da empresa, uma vez que a qualidade dos expositores e dos visitantes foi bastante boa.
No mesmo sentido expressou-se Albano José Morgado, administrador da empresa Albano Morgado, que habitualmente participa na Textilmoda, mas acrescentou que, «curiosamente, esta foi a edição mais positiva de todas para a Albano Morgado. A nossa colecção estava muito atractiva e nos lanifícios cardados a oferta é muito reduzida. A Textilmoda continua a ser muito importante para nós, uma vez que cerca de 90% dos visitantes são espanhóis, e Espanha é um dos nossos mercados prioritários».









