Marca Wal-mart valoriza

Sem surpresas, a Wal-mart é a marca de retalho com maior valor nos EUA. Segundo o estudo anual da Interbrand, dedicado a analisar o valor das principais marcas do mundo, no segundo lugar das marcas de retalho norte-americanas aparece a Target, seguida pela Best Buy a fechar os lugares do pódio. Metade das marcas que compõe o top 50 do retalho norte-americano, as primeiras 25 posições viram o seu valor de marca aumentar em tempos de recessão, ao passo que a segunda metade da tabela viu o seu valor de marca desvalorizar. De forma geral, uma boa parte das empresas cortaram os seus preços de venda, perderam o foco e escolheram não renovar as suas marcas através do investimento e da inovação, o que levou a um decréscimo do seu valor. Por outro lado, as empresas que registaram melhor performance durante o período que durou a recessão, mantiveram as suas estratégias de marketing e de gestão da marca operacionais, tendo algumas até reforçado os seus investimento para, assim, retirar maior partido do desinvestimento efectuado pelos seus concorrentes. A estratégia adoptada por estas empresas permitiu que convencessem melhor os consumidores da relevância e valor das suas marcas. A Wal-mart consolidou, assim, o seu valor de marca pelo segundo ano consecutivo, tendo obtido um ganho de 19%, o que a avalia em 154 mil milhões de dólares, ou seja, mais 25 mil milhões do que no ano anterior. Este valor faz da Wal-mart a marca de retalho mais valiosa do mundo. No segundo lugar da lista aparece a Target, que viu o seu valor de marca subir 49%, ultrapassando a Best Buy e a The Home Depot. O valor da marca Targer está avaliado em cerca de 26 mil milhões de dólares. Relativamente a marcas de moda, a primeira a aparecer na lista é a Victoria’s Secret, na vigésima segunda posição. Logo a seguir, na vigésima terceira e na vigésima quarta, aparecem a Gap e a Ralph Lauren. O valor de marca dos retalhistas é classificado segundo a sua performance financeira, onde se inclui o volume de negócios, o resultado líquido e as projecções a cinco anos, pela avaliação das preferências dos consumidores com base em estudos de mercado e pela força da marca, que é calculada com base nos resultados previsionais, valores actuais líquidos dos investimentos e cash flow. Os resultados deste ano demonstram claramente que, durante a recessão, as marcas que se mantiveram fiéis à sua estratégia de marketing foram aquelas que mais valorizaram em 2009 e que estão a apresentar melhores resultados no momento de retoma actual.