A cadeia de moda espanhola Mango, impulsionada por um Natal de vendas elevadas, afirmou estar já a começar a sua expansão na Europa.
O director-geral Enric Casi anunciou à Reuters que a Mango abriu apenas um quinto das suas lojas potenciais em França, cerca de 15 por cento na Alemanha e cinco por cento na Grã-Bretanha. «Vemos o nosso limite muito elevado». A Mango tem 54 lojas em França, 40 na Alemanha e 21 no Reino Unido. Desde 1996 o grupo espanhol tem aberto 100 lojas por ano. Os resultados das vendas está a aumentar a competitividade em relação aos seus rivais assumidos Hennes & Mauritz e Inditex. As vendas de Dezembro das lojas da Mango – que deixam de fora o efeito da abertura de novas lojas – aumentaram oito por cento a nível mundial enquanto a H&M registou uma queda de um por cento. A Inditex afirmou que em Novembro e na primeira metade de Dezembro esse número caiu cerca de quatro por cento. Mas Casi prefere não se comparar a sua empresa às dos seus rivais. Ele afirma que a empresa tenta manter um «espírito de uma “boutique”», não tendo planos para lançar novos conceitos. «A Inditex… vende para todo o mercado», refere Casi. «A nossa filosofia está mais centrada… em mulheres que querem estar vestidas com a última moda, e queremos expandir geograficamente este conceito ao máximo». Casi explicou que a maior ameaça para a empresa – que registou um volume de negócios em 2002 de 950 milhões de euros – é crescer demais e correr o risco de se tornar um problema. A Mango encerrou as suas seis lojas da Argentina após várias crises económicas vividas no país, e actualmente tem apenas 31 lojas na América Latina. A queda das moedas neste continente prejudicou, recentemente, os resultados de várias empresas espanholas e Casi afirmou não haver procura suficiente que justifique a expansão da Mango lá. Casi confirmou, no entanto, que a empresa está à procura de parceiros para franchising no Canadá e prevê, para 2005, o lançamento da Mango nos Estados Unidos.










