Mango imparável

A Mango aproveitou a comunicação de resultados referentes ao ano de 2006 para anunciar a entrada em 4 novos mercados e um aumento de 9,8% no seu volume de vendas no ano passado.As vendas totais da marca Mango em lojas próprias e franchisadas aumentaram para os 1.260 milhões de euros, valor ligeiramente acima dos 1.200 milhões previstos em Fevereiro de 2006.A marca gera 76% da sua facturação fora de Espanha, abriu um total de 130 lojas no ano passado e está já presente em 995 locais espalhados por 89 países. 2006 foi também o ano de estreia no mercado americano onde abriu, em Maio, a sua primeira loja situada em Costa Mesa (Califórnia). A Mango também marcou, durante este mesmo ano, presença na Líbia, Montenegro, Síria, África do Sul e no Uzbequistão. O número de lojas abertas fora do mercado espanhol atingiu as 118.O plano de expansão para este ano prevê a abertura das primeiras lojas na Algéria, Bielo-Rússia, Geórgia e Kosovo. O grupo catalão estima investir 70 milhões de euros na abertura das 160 novas lojas e na remodelação das existentes. Previsto está também um investimento de 30 milhões de euros na área dos Sistemas de Informação e Logística de forma a suportar a expansão da sua rede de retalho.Apesar do crescimento registado (quer em vendas, quer em número de locais de venda), a empresa pretende incrementar o seu ritmo de abertura anual de novas loja para as duas centenas anuais. A Mango espera atingir os 3.000 espaços comerciais a nível mundial, centrando as suas preferências em mercados como os EUA, a Ásia e a Europa de Leste. Para atingir esses objectivos, o grupo acredita na continuação da sua actual capacidade de gerar fluxos de caixa e na sua reduzida dívida.Quanto ao volume de negócios, a empresa espera que este cresça 5%, para os 1.320 milhões de euros.O Primeiro Conselho de AdministraçãoSe as vendas e a presença no retalho apresentam novidades positivas, em termos organizativos, o grupo continua a apresentar medidas que visam a completa profissionalização da gestão.O ano de 2007 será assim o ano em que a Mango terá, pela primeira vez na sua história, um Conselho de Administração constituído por 8 membros e presidido por Isak Andic. Andic é, juntamente com o seu irmão, um dos fundadores da empresa. A família Andic estará representada no conselho apenas por Isak e pelo seu irmão Nahman.Segundo Enric Casi, director-geral e que também se espera venha a fazer parte do Conselho de Administração, a criação deste órgão está em linha com a profissionalização da empresa iniciada há 2 anos e que se consubstanciou na criação da figura dos directores-gerais adjuntos. Destas funções deverão surgir mais 3 elementos do conselho de administração. Salvador Vallés para a área de compras, produção e qualidade; Daniel López no licenciamento, marcas, gestão imobiliária e gestão de franquias; e Nicolau Olivé com funções nas áreas de responsabilidade social corporativa e gestão de lojas.Outra das novidades passará pela atribuição de uma pequena quantidade de acções aos membros do Conselho que não sejam da família. Casi, referindo-se aos adjuntos que deverão passar a administradores, destacou a sua juventude (os 3 têm pouco mais de 30 anos) e ao facto de serem profissionais "feitos" na casa, garantindo-se a continuidade da actual equipa de gestão. Presentemente, não faz parte dos planos da empresa a nomeação de conselheiros independentes, visto esperar-se da equipa a constituir uma dinâmica muito operacional e directamente ligada à gestão da empresa.Actualmente a Mango, segundo grupo espanhol do sector da moda, estava a ser gerida como uma pequena empresa, com dois administradores solidários. «Esta situação permitia alguma flexibilidade mas, com o crescimento da empresa, foi necessária a criação de uma estrutura mais profissional», afirmou o director-geral.Para a Mango, a chave para manter o crescimento está directamente relacionada com a capacidade que terá de se manter fiel ao seu conceito e estilo: Uma cadeia de vestuário com espírito de boutique dirigida à mulher que quer estar sempre na moda, mas que ao mesmo tempo deseje adquirir um produto elitista a preços acessíveis.