De acordo com os dados disponibilizados pelo Inquérito de Conjuntura à Indústria Transformadora do Instituto Nacional de Estatística (INE), a confiança empresarial inicia o último trimestre em continuidade com a evolução patenteada no final do terceiro trimestre que se traduziu uma ligeira recuperação do indicador de confiança da Indústria Têxtil e do Vestuário (ITV).
Todavia, enquanto em Setembro o aumento do optimismo reflectia apenas o aumento de confiança do sector têxtil, uma vez que, o vestuário mantinha a tendência descendente dos últimos meses, os indicadores relativos a Outubro apontam para uma melhoria da confiança em ambos os sectores.
No sector têxtil o aumento do optimismo reflectiu uma melhoria nas avaliações de todas as variáveis que concorrem para a determinação do índice com excepção dos stocks de produtos acabados. Desta forma, o indicador de confiança do sector atingiu os (-) 21 pontos (Saldo de Respostas Extremas), o valor mais elevado desde o início da série em Abril de 2005. Note-se que o indicador havia atingido o valor mínimo de (-) 33 pontos em Julho e desde então tem registado sucessivos aumentos mês após mês.
Os empresários têxteis avaliaram favoravelmente a procura global, a procura interna e externa e a produção prevista, variáveis estas que registaram também os valores máximos desde Abril deste ano.
Contudo, o optimismo têxtil foi mais expressivo na avaliação da produção actual traduzindo-se num aumento de 24 pontos dos (-) 38 pontos em Setembro para os actuais (-) 14 (também máximo da série). No que respeita aos stocks, as expectativas dos empresários apontam para uma subida deste agregado que contribui assim negativamente para o cálculo do índice de confiança têxtil.
Relativamente ao sector do vestuário, os dados referentes a Outubro terminam com a tendência descendente do índice de confiança empresarial patente desde o início do terceiro trimestre. Neste contexto, o índice do vestuário fixou-se nos (-) 17 pontos no início do último trimestre de 2005, correspondendo a uma recuperação de 5 pontos face ao mês precedente.
Para esta evolução contribuíram as avaliações favoráveis de indicadores como os stocks e os preços de venda, com destaque para o primeiro que registou uma diminuição de 30 pontos face a Setembro.
Merece sobretudo referência a recuperação registada na produção actual, relembre-se que em Setembro este indicador tinha atingido o nível mínimo desde de Abril de 2005, recuperando agora 28 pontos, para os actuais (-) 18.
Todavia, apesar destas evoluções favoráveis os empresários do vestuário mostraram-se mais cautelosos nos indicadores respeitantes às encomendas. As avaliações da carteira de encomendas global e interna e externa registaram uma nova contracção após a melhoria verificada no mês passado com quedas de 3 pontos na primeira e 4 pontos na segunda.










