Machado Guimarães desinveste nas unidades têxteis

As quatro unidades têxteis detidas pela família Machado Guimarães, entre as quais a emblemática Fábrica de Fiação e Tecidos de Rio Vizela, estão a passar por tempos difíceis, avança o Diário Económico(DE). A empresa de Vizela que no início do ano empregava 500 funcionários, neste momento labora com apenas 150, que se encontram com três meses de salários em atraso. O Sindicato Têxtil do Porto, acusa o grupo de estar a “exercer chantagem para que os trabalhadores aceitem indemnizações ridículas”. Assim, a solução encontrado foi solicitar aos credores BCP, Segurança Social e Fisco que accionem o pedido de falência. A Fábrica de Fiação e Tecidos do Rio Vizela que em 1999 registou vendas líquidas da ordem dos 19,5 milhões de euros, em 2001 não conseguiu ir além dos 10 milhões de euros. A Fiatece, em Santo Tirso e a Fábrica de Fiação e Tecidos de Bairro, em Famalicão, são outras duas empresas detidas pelo grupo Machado Guimarães. Relativamente à Fiatece, os últimos números a que o DE teve acesso, são relativos ao exercício de 2000. Neste ano as vendas rondaram os 12,9 milhões de euros (quase menos 4 milhões do que em 1998) e os prejuízos aproximaram-se dos dois milhões de euros. De relembrar que em 1998 a empresa de Santo Tirso obteve lucros superiores a 100 mil euros. A Fiatece e a Rio Vizela não conseguiram escapar à crise que afectou várias empresas do Vale do Ave, devido aos preços imbatíveis do Paquistão, Índia, China e Indonésia. Segundo o DE, no que respeita à Fábrica de Fiação e Tecidos de Bairro, os dados referem-se ao ano de 1998, onde as vendas líquidas rondaram os 2,4 milhões de euros e os prejuízos não ultrapassaram os 20 mil euros. O Jornal Têxtil tentou contactar uma das empresas do grupo mas não foi possível falar com nenhum responsável.