Os números crescentes de milionários, de uma maior confiança por parte do consumidor e de uma maior expansão das marcas que chegam a um número cada vez maior de consumidores são boas notícias para as marcas de luxo. Um novo relatório do Just-Style acredita que o crescimento no mercado de luxo será ajudado por inúmeros países do mundo cuja procura por artigos de luxo compensa o salário e as opções disponíveis em matéria de luxo, e cujas economias crescem a olhos vistos. Ainda, no referido relatório – "Resumo do mercado global dos produtos de luxo: previsões até 2012" – o mesmo indica que alguns desafios mantêm-se, uma vez que o mercado é complexo, altamente competitivo e repleto de consumidores que são cada vez menos leais às marcas. Crescimento global Os especialistas calculam que o mercado luxuoso global crescerá para dois triliões de dólares até 2010. Cerca de 35 empresas da Europa e dos Estados Unidos controlam quase dois terços (60%) do mercado de luxo. Giorgio Armani e Gucci são as marcas mais procuradas do mundo, sendo seguidas pela Versace e Christian Dior. O mercado de luxo relativo à moda representa aproximadamente 5% do mercado global do luxo. Isto traduzir-se-á, em 2010, num mercado estimado 50 mil milhões de dólares nos EUA e de 50 mil milhões de dólares para o resto do mundo – um total de 100 mil milhões de dólares. Comparado com o crescimento maciço do retalho de cerca de 5%, o mercado do vestuário de luxo cresce aproximadamente entre 10 a15% anualmente e calcula-se que vá alcançar os 2,4 triliões até 2012. Este crescimento será adensado por ganhos na Ásia (primeiramente China), Índia e Rússia, com seus promissores mercados, e o número cada vez maior de pessoas ricas – e conduzido pelas três maiores empresas da moda de luxo: LVMH, Gucci Group e Christian Dior Couture. A ajudar no crescimento do sector está os 8,2 milionários do mundo, que entre eles auferiram de 30,8 triliões de dólares em 2005. O crescimento global do número de milionários deverá ser de cerca de 7% entre os próximos cinco a sete anos. Tendências a ter em contaOs nichos de mercado e as linhas estratégicas estão a provar ser mais eficazes para atingir o cliente de produtos de luxo. As marcas que se estendem aos produtos de beleza, produtos de Spa, fragrâncias e decoração da casa acumulam lucros adicionais, atraem novos clientes, mantêm clientes actuais e permitem a entrada em novos mercados e diferentes regiões. As áreas em crescimento são as linhas de moda de criança e a área relativa aos animais de estimação, que inclui as coleiras e os agasalhos próprios para os animais. Os acessórios e outros produtos de luxo mais acessíveis como carteiras, cintos, lingerie ou porta-chaves ajudarão ao crescimento, permitindo que as marcas de luxo se estendam em novas categorias de consumidores. Exclusividade vs. quota de mercadoTal como as marcas de luxo internacionais crescem, existe um ténue equilíbrio entre manter a exclusividade e rendimentos acrescidos e quotas de mercado. É obvio que as marcas de luxo mantêm o seu valor e a sua distinção das linhas mais acessíveis às colecções mais finas. Os consumidores de vestuário de luxo de designers estão a comprar à experiência, e sobretudo pelo design e qualidade mais do que necessariamente pelo preço – e as marcas de luxo necessitam de permanecer suficientemente flexíveis para satisfazer as necessidades das diferentes culturas do Mundo. Os níveis elevados de serviço ao cliente devem albergar e satisfazer as necessidades e exigências dos clientes de luxo e dos turistas estrangeiros que compram os produtos de designers de renome. E o serviço deve ser consistente, seja em Paris, Nova Iorque ou Xangai. Ameaça ao lucroAs falsificações mundiais continuam a ameaçar o lucro das marcas de luxo. Apesar das empresas de vestuário desembolsarem milhões de dólares a tentar proteger as suas marcas de renome, uma nova pesquisa feita pela empresa inglesa Davenport Lyons revela que as vendas de objectos falsificados da Louis Vuitton e da Gucci são quase tão elevadas quanto as vendas dos produtos verdadeiros. O mesmo relatório afirma que sete em cada dez consumidores estão dispostos a misturar e combinar autênticos artigos de luxo com peças de vestuário contrafeitas.









