De acordo com um estudo da Morgan Stanley publicado no The Wall Street Journal, as empresas de luxo que apressadamente investiram na China, poderão levar anos para ter algum retorno, dado que a classe com mais dinheiro está relativamente reduzida no futuro próximo.
A questão é ainda mais complicada pelas tarifas de importações impostas pela China aos produtos de luxo, que acrescem entre 10 a 35 por cento ao valor e outras taxas. Muitos chineses preferem fazer as suas compras em Hong Kong em vez das lojas de luxo locais. «É um erro muito comum feito pelos estrangeiros. Eles pensam: Uau, 1 milhar de milhão de pessoas. As suas expectativas são muito elevadas», refere Angela Moh, directora executiva da Morgan Stanley em Hong Kong. Co-autora do estudo sobre Os produtos de luxo na China: Um investimento a longo-prazo, Angela Moh refere que «o retorno dos seu investimento, para a maioria das marcas, é de cinco anos». O relatório prevê que os consumidores de produtos de luxo na China deverão rondar os 100 mil, quase o actual número de pessoas de classe média. Muitas das empresas de luxo têm expectativas muito elevadas. A Bulgari, por exemplo afirmou que a China deverá representar, dentro de 10 anos, mais de 10 por cento do seu volume de negócios.









