Cinco das mais importantes marcas europeias de artigos de luxo Chanel, Gucci, Louis Vuitton, Prada e Burberry apresentaram queixa contra o Mercado da Seda, em Pequim, um lugar de culto da venda de produtos contrafeitos. Na sua queixa, entregue por um advogado num tribunal de Pequim, as 5 marcas reclamam 2,5 milhões yuans (cerca de 300 mil dólares) à empresa Xiushui Haosen Clothing Market Co., que dirige este paraíso da contrafacção onde são vendidas cópias dos seus produtos.
Criado em 1985, em pleno ar livre sobre uma das principais artérias de Pequim, com stands de pequenos feirantes, o Mercado da Seda foi transferido em Janeiro do corrente ano para um novo e vistoso edifício da capital chinesa, sendo actualmente um destino privilegiado pelos turistas em busca de boas réplicas de grandes marcas de vestuário e acessórios de luxo a preços mais acessíveis. A contrafacção na China tem uma dimensão colossal apesar das medidas empreendidas oficialmente pelas autoridades. Segundo estimativas avançadas, 70% das contrafacções mundiais provêem da China, e o fenómeno atinge hoje tanto os produtos de luxo como o sector automóvel, os brinquedos ou os medicamentos. Face às dificuldades em chegar aos próprios produtores dos artigos contrafeitos, as empresas vítimas desta praga atacam-se aos comerciantes.









