Luxo consumido sem moderação

De acordo com um recente relatório apresentado pela empresa de consultoria Bain & Co., o aumento no consumo internacional de artigos de luxo, incluindo vestuário e calçado, deverá acelerar, podendo mesmo triplicar ao longo dos próximos quatro anos. O relatório chega à conclusão que as empresas que se concentram numa marca única e dominante, como a Burberry ou a Chanel, deverão lucrar mais com o aumento da procura do que as que possuem diversas marcas ao abrigo de uma única organização, como é o caso da LVMH. As vendas de artigos de luxo aumentaram 2% ao ano ao longo do período de 2001 a 2005, prevendo-se que esta taxa de crescimento deverá subir para os 6% até ao fim da década, com os gastos na Ásia a registarem a taxa de crescimento anual mais elevada, estimada em 9%. O relatório revela que ao longo do período de dez anos até 2004, as empresas com marca única cresceram 60% mais rapidamente dos que as multimarca, beneficiando da análise ao cliente mais orientada e da centralização da sede. Para além desta tendência, as empresas multimarca foram prejudicadas pela proliferação do número de marcas, com demasiados nomes a diluírem a atenção e a absorverem maior valor em custos de marketing.