Lululemon contra-ataca

A Lululemon refuta as queixas relativas à inexistência de algas no seu tecido para vestuário VitaSea, argumentando que testes independentes confirmaram a integridade dos seus produtos. A empresa canadiana responde assim ao artigo do New York Times, que afirmava que testes laboratoriais não encontraram qualquer evidência da presença de algas nos produtos VitaSea, verificando apenas propriedades semelhantes às do vestuário de algodão normal. A Lululemon, contudo, afirma que são necessários «testes especializados» para medir a fibra derivada de algas usada na linha VitaSea e para identificar as vitaminas, minerais e aminoácidos presentes na alga. A empresa assevera que realizou testes ao produto juntamente com a empresa de certificação independente SGS Group, o mesmo tendo acontecido com a produtora da fibra de alga em questão, a Smartfiber AG. Os testes levados a cabo pela SGS em Hong Kong no mês de Julho – e repetidos após a publicação da história pelo New York Times – confirmaram também que o vestuário VitaSea continha fibras liocel «consistente com as etiquetas de manutenção e composição do produto», afirmou a Lululemon. «A qualidade e autenticidade do produto têm a maior importância para a Lululemon», reafirmou o CEO da empresa, Robert Meers. «Responsabilizamo-nos totalmente pelos nossos produtos, pelos nossos processos e rejeitamos qualquer uma das críticas apresentadas recentemente na imprensa que afirme o contrário». Gerhard Neudorfer, director de vendas e marketing da Smartfiber AG acrescentou igualmente que a empresa se orgulha «do controlo de qualidade e supervisão em todos os nossos processos de produção. Além disso, temos procedimentos próprios para assegurar a qualidade, incluindo visitas regulares às unidades de produção, para assegurar que os produtores estão a fabricar os artigos em restrita conformidade com as nossas especificações, o mesmo se passando com a Lululemon». Apesar desta resposta, a Lululemon, que viu as suas acções caírem drasticamente no dia da publicação do artigo, foi obrigada a retirar imediatamente do mercado canadiano todas as etiquetas que referissem benefícios terapêuticos «não comprovados» da linha de roupa produzida, segundo a empresa, com fibras de algas. A Lululemon, que reclama que as algas presentes no vestuário reduzem o stress e têm benefícios anti-inflamatórios, antibacterianos, hidratantes e desintoxicantes, afirmou, no entanto, que a empresa vai rever «os atributos terapêuticos descritos em todas as etiquetas do produto».