Lucros não atingiram o esperado

A empresa de bens de luxo, Louis Vuitton Moet Hennessy apresentou um declínio de 20,4% nos seus lucros operacionais, descendo para 1,56 mil milhões de euros em 2001. Os custos relacionados com a reestruturação da sua unidade retalhista constituída pela DSF e pela Sephora, que somou somente prejuízos, tiveram um impacto negativo sobre os lucros, adiantou a empresa. As duas divisões atingiram perdas na ordem dos 200 milhões de euros, sendo os resultados de lucro bem abaixo dos 10 milhões de euros esperados, apesar de conseguidos 864 milhões de euros com a venda da sua quota na Gucci, em Setembro do ano passado. A LVMH fez previsões para um lucro de 699 milhões de euros. De acordo com Bernard Arnault, director executivo da LVMH, só a unidade de moda e de peles representou 9% do aumento dos custos operacionais, impulsionados pela Louis Vuitton, que também apresentou 9% de aumento nos lucros operacionais. O volume de negócios do grupo aumentou 5,6%, para 12,23 mil milhões de euros. Os bens ligados à moda e às peles mostraram um maior crescimento do que as unidades de perfumes, cosméticos e vinho. A reestruturação da DSF e da Sephora estava a decorrer e ambas as unidades estavam bem posicionadas para voltar aos lucros num futuro próximo, adianta Arnault, acentuando que a venda da LVMH “está fora de questão”. A empresa afirmou também estar “confiante no desenvolvimento das suas marcas em 2002”, que para além da Louis Vuitton inclui a Kenzo, a Donna Karan e a Fendi, adquiridas pela LVMH no ano passado.