Louis Vuitton quer vender menos

As lojas, que atraem muitos turistas, são especialmente procuradas por consumidores japoneses, chineses e russos e formam uma parte importante da receita total da marca francesa na Europa ocidental. Segundo os turistas, as bolsas LV custam menos na capital francesa do que em cidades como Xangai, Tóquio e Moscovo. Para poupar os stocks para a época de Natal, a Louis Vuitton decidiu antecipar o fecho diário das suas lojas. Esta inciativa inclui de igual forma as lojas mais centrais da capital francesa, localizadas na avenida Champs-Élysées, avenida Montaigne e na praça Saint-Germain des Prés. «Estamos a fechar às 18h, em vez de ser às 19h, para recompor nossos stocks antes da temporada do Natal», revela um vendedor, acrescentando que o novo horário de encerramento vigorará até ao dia 1 de Dezembro. As lojas da marca alojadas nos departamentos Bon Marché, Printemps Haussmann e Galeries Lafayette não estão, contudo, a ser afectadas pelo novo horário. A Louis Vuitton, cujas tradicionais bolsas do monograma LV têm agora novas linhas com modelos a partir de 500 euros, gera aproximadamente metade dos lucros operacionais da empresa mãe, a LVMH, o maior grupo de luxo do mundo. A casa de artigos de luxo francesa não é a única marca de luxo que está com quebras na oferta. Também os clientes da Hermés precisam, muitas vezes, de esperar mais de três anos pelo modelo Birkin tradicional, vendido a partir de cerca de seis mil euros. A empresa diz que prefere ampliar a sua produção aos poucos para preservar a qualidade, mesmo que isso prejudique o seu crescimento. A Louis Vuitton, que tem 11 unidades de produção em França, está a construir uma nova unidade na região de Drome, no sul do país, para aumentar a sua produção. Este novo atelier entrará em actividade no segundo semestre do próximo ano e empregará cerca de 200 pessoas.