O Grupo LVMH Moët Hennessy Louis Vuitton, o maior produtor mundial de artigos de luxo, poderá manter a flagship da sua marca Louis Vuitton aberta durante os domingos. Segundo uma decisão do tribunal, uma visita a esta conhecida loja é muito mais que um acto de consumo: É uma experiência cultural.A união laboral franco-cristã tem lutado pelo fecho da loja da marca e irá apelar da decisão agora tomada. A luta desta organização tem sido intensa face à actual legislação que permite que certos retalhistas permaneçam abertos ao domingo, desde que invoquem que os seus negócios têm uma vertente cultural, recreativa ou desportiva.Segundo os representantes deste sindicato, a venda de malas, carteiras e sapatos não tem nada de cultural.Esta opinião não é partilhada pelos responsáveis do gigante francês do luxo, que considera que a loja situada nos Campos Elísios realiza um enorme contributo para a afirmação da imagem de França, nomeadamente através da excelência das suas criações e da afirmação da sua tradição.O grupo LVMH, que tem a sua sede em Paris, abriu a loja parisiense da Louis Vuitton em 1998. Em 2005, após 2 anos de processo de restauro, foi atribuído o nome "La Maison Louis Vuitton des Champs-Élysées" ao empório art deco de 7 andares. Três meses mais tarde, foi aberto no andar superior o espaço Louis Vuitton destinada a exposições regulares que versam temáticas relacionadas com os valores da marca.A loja da Louis Vuitton para além da componente cultural presente através do espaço dedicado a exposições, é desde a sua criação um lugar de passagem quase obrigatório para os "amantes" do luxo que visitam a capital francesa. Todos têm na memória a imagem dos consumidores orientais "abastados" que dedicam parte da sua permanência em Paris para realizarem compras na referida loja. Muito programas turísticos incluem nos seus itinerários visitas à loja da Louis Vuitton.










