Não há quem conheça melhor oscorners dos grandes armazéns de vestuário. Ute Wehtmar tem viajado incessantemente e, de cada visita, fez um plano da pequena loja. Pode dizer-se que tem um pequeno compêndio do vestuário de senhora europeu. O objectivo de Ute Wethmar é levar a Liz Claiborne de Amesterdão para o resto da Europa, objectivo esse ainda mais importante para os seus colegas americanos. Desta vez esperam-se resultados positivos e por várias razões. Liz Claiborne é uma “marca global” Esta é a convicção de Perry Oosting, vice-presidente da Liz Claiborne Europa. Este foi um conceito que a marca não conseguiu implementar na anterior expansão europeia. «Tentamos desenvolver uma colecção europeia, com conteúdos e ritmos europeus e quando cada continente procura agir de forma tão independente acaba por “desmembrar” uma marca. Presentemente o mote é impor um estilo, uma atitude a nível mundial. Esse estilo tem origem nos EUA e esse é o poder, a força que está por detrás da marca», explica. Liz Claiborne é sinónimo de sportswear americano, tal como a Polo Ralph Lauren, Tommy Hilfiger e DKNY. Existe, no entanto, uma diferença: a Liz Claiborne não tem como grupo-alvo as consumidoras jovens. Perry Oosting descreve essa diferença: «as pessoas associam o sportswear americano de imediato a algo. É muito autêntico, trata-se de cor, estilo desportivo, mas cuidado». Desta forma, tal como a DKNY se implementou como uma marca de segmento superior, como a Tommy Hilfiger se impôs num segmento mais moderno e comercial de sportswear, a Liz Claiborne vai incentivar um estilo mais clássico, semelhante ao de Gerry Weber, Basler e Betty Barclay. Conjuntos casual com um corte apropriado para mulheres maduras. «Anteriormente afirmávamos que quando quiséssemos entrar no mercado europeu teríamos de fazer mais fatos, uma vez que era isso que as mulheres europeias procuravam. Hoje queremos mostrar o nosso ponto forte- a credibilidade no sportswear», afirma Ute Wethmar. Colecções para department stores A Liz Claiborne é uma colecção para grandes armazéns, tanto nos EUA como em Espanha, país onde está presente com 70corners no El Corte Inglés. O mesmo vai acontecer na Alemanha: «dez, quinze localizações estratégicas. É o que precisamos para começar. Um ambiente certo de várias marcas e um feedback honesto de compradores profissionais». É para esta parceria futura que Ute Wethmar, como directora-executiva da Europa, está a organizar a colecção. Ela é o elo de ligação com o grande aparelho organizador situado em Nova Iorque. Esta é razão das suas viagens, dos seus estudos de lojas, preços, concorrentes, modelos. «Temos de saber com o que vamos concorrer, com o que vamos trabalhar», afirma Wethmar. Todos estes factores vão influenciar as orientações para a criação da colecção, para tornar a colecção global desde o princípio. Liz Claiborne deve ser moderna As influências devem reflectir-se no conteúdo das colecções. «Nós fazemos sportswear. O denim é um grupo de produto estrategicamente muito importante. O que fazem os produtores de jeans mais afamados e como podemos adaptar as suas lavagens aos nossos produtos?» O denim vai estar mais presente, desde saias a blazers. As peças independentes são muito importantes. Muitos estampados e riscas unem o quadro geral e ao mesmo tempo transmitem o que é o sportswear americano. Um fluxo estável de produtos e ciclos lógicos de cor ao longo de toda a época são pontos fortes da empresa, de acordo com Wethmar. A primeira colecção que vai envergar esta postura global estará disponível já em Setembro. O conceito da loja já está decido: um ambiente acolhedor, semelhante ao de um apartamento, com mesas de madeira, colunas e fotografias que mostram a herança americana. Uma marca que transmite um estilo de vida presente até nos acessórios.










