Liz Claiborne compra marca por 28 milhões de euros

A estratégia de compra de marcas bem implantadas no mercado que o vice-presidente da empresa americana Liz Claiborne revelou numa entrevista ao Jornal Têxtil há uns meses, deu mais um passo, com a compra da marca de vestuário de yoga e outdoor PrAna, produzida por uma PME com 60 pessoas e a facturar 24 milhões de euros. Alphons Schonten – que também aproveitou para referir que não via nenhuma crise na Europa quando nunca teve tão bons resultados como no ano passado (mais 17% do que em 2003), e via o mesmo a acontecer aos grandes retalhistas como a H&M ou a Inditex -, revelava então que o grupo tinha 36 marcas, e este número ia aumentar.

 

A PrAna foi criada em 1992 em San Diego, Califórnia, e começou por uma produção artesanal de Beaver Theodosakis na sua garagem, enquanto a sua mulher, Pam tingia os tecidos e fabricava as etiquetas em papel reciclado. Os artigos desta marca de vestuário e acessórios para homem e senhora podem ser encontrados em 1600 pontos de venda, por 27 países, tem agora uma potencial plataforma comercial e logística muito superior, mas tenta manter a filosofia que esteve na base da criação da marca ao manter Beaver e Pam Theodosakis na liderança da empresa. E já conseguiram influenciar a direcção da agora casa-mãe com as suas preocupações ecológicas: a sede da Liz Claiborne em New Jersey vai passar a utilizar electricidade por produção eólica.

 

A empresa compradora fez saber que, embora ache que esta operação não venha a ter qualquer impacto nos resultados da marca neste ano, provavelmente no próximo já não será assim. A marca foi comprada por 27,9 milhões de euros.