Limonta concretiza sonho da árvore maravilha

Esta é a fibra vegetal de sonho de Aurélio Rigamonti, director-geral da Limonta. Durante cinco anos tentou concretizar este sonho. Foi então que encontrou a fibra na Indonésia, quando num barco de pesca tocou uma invulgarmente elástica corda e posteriormente se encontrou face a face com a árvore selvagem abacá que dá origem a esta fibra. Aurélio Rigamonti é na Limonta o impulsionador do desenvolvimento criativo e tecnológico. Em 2000, iniciou-se uma tendência para os tecidos naturais e o boom do nylon dos anos 90 teve o seu fim. A Limonta queria então, com as fibras naturais inovadoras, surpreender uma vez mais o mercado. Isto aconteceu com a colecção para o Verão de 2007. A marca apresentou cerca de 20 tipos diferentes de tecidos (15-20 euros/metro) que contavam com a suavidade, resistência e impermeabilidade da fibra abacá. Na mistura abacá/poliamida os tecidos são tão leves e finos como os artigos de seda/linho. As qualidades abacá/algodão são mais robustas mais indicadas para aplicações desportivas. O principal é que a abacá pode ser misturada com qualquer fibra e aplicada em qualquer estrutura. A fibra abacá garante vantagens em termos de preço na tecelagem mais sofisticada, que até ao momento tinha derecorrer à seda ou ao linho, e a fibra é, ao contrário da viscose, resistente à água. O interesse por parte da confecção – vestuário feminino, masculino ou desportivo – foi despertado. Também os designers, particularmente os ansiosos por novas experiências como a Prada, se sentem completamente seduzidos por esta novidade.