Levi’s com perdas

O gigante dos jeans, Levi Strauss & Co, registou uma queda de 12% nas suas vendas no segundo trimestre deste ano atingindo os 963 milhões de euros, e uma grave descida nos resultados líquidos à medida que foi atingida pelos elevados custos de reestruturação e pelas «difíceis condições do mercado em todo o mundo». A empresa sediada em S. Francisco e que recentemente anunciou o fecho de seis fábricas nos Estados Unidos e duas na Escócia, adiantou que as perdas líquidas para o período foram de 84,45 milhões de euros. Este resultado inclui as despesas de reestruturação e as despesas relacionadas que somam 178,27 milhões de euros, sendo que 156,38 milhões foram para o encerramento das fábricas. Excluindo as despesas de reestruturação e as despesas relacionadas, o lucro líquido em 2002 desceu cerca de 65% para 15,64 milhões de euros, em comparação com os 44,83 milhões alcançados no segundo trimestre de 2001. Em declarações a empresa adiantou que «apesar das vendas terem sido afectadas pelas difíceis condições dos mercados em todo o mundo, a empresa acabou por ter uma boa performance e espera atingir os seus alvos financeiros previstos até ao final do ano, incluindo a estabilização das vendas». «Afirmámos que o trimestre iria ser difícil e foi, mas ainda estamos com tempo para estabilizar as vendas até ao final do ano», acrescentou o director geral, Phil Marineau. «Fomos atingidos pela forte competição dos preços na Europa, mas os nossos negócios nos Estados Unidos e Ásia atingiram os objectivos. Apesar do ambiente retalhista estar difícil na maioria dos mercados em que actuamos, mantivemos sólidas margens de lucro, gerando um elevado “cash flow” tendo baixado o capital em dívida». Phil Marineau adiantou ainda que «este é o momento ideal para uma reviravolta. A partir de agora e até ao final do ano esperamos ver significativas melhorias nas vendas. Temos encomendas excelentes com os nossos retalhistas, e estamos a lançar novos produtos e programas de marketing em todo o mundo para elevar as vendas». O lucro bruto do segundo trimestre, que inclui as despesas relacionadas com a reestruturação que somam cerca de 31,28 milhões utilizados em grande parte nas indemnizações dos trabalhadores e em pensões de aumento, foi de 385,74 milhões de euros, ou seja, cerca de 40% das vendas. Excluindo as despesas de reestruturação, o lucro bruto atingiu os 417 milhões de euros, o que equivale a 43,3% das vendas, o que se compara aos 472,17 milhões de euros, ou 43,3% de vendas em 2001. As perdas operacionais para este trimestre atingiram os 85,49 milhões de euros, incluindo as despesas de reestruturação e as despesas relacionadas que somam 178,27 milhões de euros. Excluindo estas despesas, os rendimentos operacionais do segundo trimestre de 2002 caíram 28%, de 129,27 milhões de euros em 2001 para 92,79 milhões de euros. O director geral da Levi’s adiantou ainda que a dívida da empresa se situava nos 2,04 mil milhões de euros em Novembro de 2001, e que em Maio de 2002 tinha descido para 1,94 mil milhões de euros.