Levi’s com menos 3.300 postos de trabalho

O grupo de moda Levi Strauss vai fechar seis fábricas nos Estados Unidos, perdendo 3.300 postos de trabalho. A famosa empresa de calças de ganga, afirmou que esta era uma “dolorosa, mas necessária decisão a tomar” para alterar o modo como estão a actuar. A Levi’s afirmou estar em negociações com uniões sindicalistas, no sentido de negociar pacotes de indemnizações aos funcionários que ficarem sem emprego na sequência destes encerramentos, que fazem parte da política da empresa para deslocalizar a sua produção. O director executivo Philip Marineau afirmou que «não há dúvidas de que temos de nos afastar das fábricas de produção própria nos Estados Unidos, para que permaneçamos competitivos na nossa indústria». «Ao mesmo tempo, sabemos como esta situação é difícil para os nossos funcionários e suas comunidades». Afirmou ainda que a empresa vai fornecer auxílio aos funcionários despedidos, «acima das normas da empresa». As fábricas vão fechar em três fases durante o ano, com duas delas a encerrar já em Junho, duas em Agosto e as duas últimas em Outubro. As duas fábricas próprias que permanecem nos Estados Unidos vão continuar a laborar. A Levi Strauss é uma das maiores marcas de vestuário mundiais, com as vendas em 2001 a atingirem os 4,9 mil milhões de euros. A empresa fabrica e comercializa marcas de jeans e de “sportswear”, sob as marcas Levi’s e Dockers. No mês passado, a Levi’s anunciou também o encerramento de duas fábricas na Escócia, com a perda de 650 postos de trabalho. A empresa tem produzido fora dos Estados Unidos desde 1999, altura em que encerrou metade das suas fábricas norte americanas. A Levi’s dominou o mercado dos “jeans” nos anos 80 e início dos 90, mas desceu de popularidade devido à competição de novas e modernas marcas que surgiram entretanto. O plano de negócios da empresa voltou-se para o marketing e desenvolvimento de produtos, no sentido de reclamar o seu lugar no topo do retalho de vestuário.