Levi’s bate Tesco

O gigante americano de jeans, Levi Strauss, celebrou a vitória sobre a Tesco na passada quarta-feira, depois de fazer com que a cadeia de supermercados admitisse a derrota na batalha de longa duração, na qual a empresa era acusada de comprar produtos denim fora da União Europeia a preços mais baixos. A Tesco ergueu a bandeira branca depois de um Juiz do Supremo Tribunal ter decidido a favor do veredicto dado pelo Tribunal Europeu de Justiça no ano passado, no qual as lojas, para poderem comprar produtos no mercado paralelo, teriam de ter a permissão dos proprietários das marcas. A cadeia de supermercados vende actualmente as Levi’s 501 por cerca de 52,6 euros, um valor muito abaixo do recomendado que se situa nos 79,70 euros. A empresa argumentou que podendo comprar no mercado paralelo os preços poderiam baixar para cerca de 39,85 euros o que lhe permitiria aumentar o abastecimento. As equipas legais da Tesco e de um outro supermercado, Costco, descrevem a decisão como sendo “uma desilusão”. A Tesco adiantou que a empresa ainda assim consegue vender material da marca a um preço mais baixo do que nos agentes autorizados, material este que é adquirido dentro da UE. O director da Tesco, John Gildersleeve, afirmou que “esta decisão desaponta-me, mas não muda nada. As roupas a preços baixos na Tesco irão permanecer à venda. Iremos verificar a decisão mas, depois de termos tido uma longa batalha para promover o comércio livre e desimpedir o caminho de forma a permitir a importação de roupas baratas de fora da União Europeia, parece que já não temos mais por onde recorrer legalmente. Os nossos clientes consideram esta lei ridícula, por isso está na hora dos legisladores, Governo e União Europeia as mudarem de forma a darem aos consumidores os preços baixos que eles querem”. A Levi”s satisfeita com o final da acção comentou que “o Supremo Tribunal em Londres decidiu que a Tesco tem estado a vender jeans Levi’s ilegalmente. A marca Levi’s é o bem mais valioso que temos. É sem dúvida uma vitória para os detentores de marcas, aos quais é dado o direito de decidir como distribuir os seus produtos na Europa”.