Lasa homenageia segunda família

“Mudam-se os tempos, ficam as vontades” – este parece ser o mote que acompanha os 185 colaboradores da Lasa que, no passado sábado, foram homenageados pela dedicação e empenho de mais de 25 anos ao grupo.

A gala de aniversário que teve lugar no Eskada – Vizela serviu para presentear os mais de 800 colaboradores diretos do grupo Lasa e prestar o devido reconhecimento, numa cerimónia acompanhada pelo Portugal Têxtil e que contou com a presença do ministro da economia, Manuel Caldeira Cabral, da vice-presidente da câmara municipal de Vizela, Dora Gaspar, e do vereador da câmara municipal de Guimarães, Ricardo Ribeiro da Costa.

Foi com recordações e memórias sobre a fundação da Lasa e o seu percurso durante os 46 anos de atividade que Armando Antunes iniciou o seu discurso servindo-se para elogiar todos os colaboradores que constituem a família do grupo Lasa. O fundador, que aos 83 anos continua a marcar presença diária na Lasa, assume que «as empresas são os colaboradores» e que este é o «reconhecimento do grupo pela dedicação demonstrada ao longo de 25 anos» confessando-se «surpreso e orgulhoso com tamanho número, mais até por saber que a grande parte desse número de trabalhadores já ultrapassou os 25 anos de carreira». Armando Antunes dedicou, ainda, parte do seu discurso ao futuro da Lasa, apontando para uma estratégia que deve «continuar a acompanhar, com muita atenção, o dinamismo e a evolução do mercado, seguindo o caminho já traçado, mas sem desvios e recuos sob pena de desmoronar».

Uma das colaboradoras mais antigas do grupo e que foi somando aos anos da casa os seus anos de carreira é Ana Costa que contou ter cruzado a sua vida, ainda noutro ofício, com Armando Antunes quando esta tinha apenas 12 anos e que, desde então, acompanhou tanto o nascimento como a evolução da Lasa. Ana Costa afirmou que fazer parte da Lasa representa «tudo na minha vida» e que apesar dos avanços tecnológicos que «nunca foram um problema» e do aumento do capital humano, mesmo assumindo que já não conhece alguns colegas, nunca sentiu que o seu papel fora perdendo relevância, bem pelo contrário.

Em palavras dirigidas ao grupo, Manuel Caldeira Cabral atribuiu a responsabilidade do crescimento da economia às empresas como a Lasa, «com uma história de luta, com uma história de resistência aos momentos maus, aos momentos que tiveram de enfrentar a globalização sem regras, aos momentos de crise e aos momentos que em dificuldade souberam valorizar os seus trabalhadores», enfatizando o papel dos «trabalhadores e empresários que fazem este crescimento económico, que fazem esta criação de emprego» e a «resiliência que mostraram, a capacidade que estão a demonstrar na recuperação económica e a competitividade que trazem ao país», como o conjunto de fatores que contribuíram para que Portugal seja considerado um «país seguro para investir».

Naquela que foi uma noite dividida entre passado, presente e futuro, o vereador da câmara municipal de Guimarães, congratulou «a visão clara de inovação constante» de Armando Antunes e respetivo grupo, como resultado do seu posicionamento e destaque no setor têxtil. Já a vice-presidente da Câmara Municipal de Vizela, Dora Gaspar, reconheceu que o município se sente «agradecido» por ter um «grupo económico com esta força e que emprega tanta gente no concelho» desejando que «cresça, que tenha sucesso e que crie mais postos de trabalho».