Concretizada no final de 2025, esta operação traduz-se na abertura de três corners físicos da marca nos El Palacio de Hierro de Coyoacán, Puebla e Querétaro, bem como na entrada das coleções da Laranjinha na loja online do grupo, permitindo um contacto mais próximo das famílias mexicanas com o universo da marca portuguesa.
Segundo Luís Pinto Leite, diretor comercial da Laranjinha, «o sucesso de uma marca num mercado deve-se, em parte, à capacidade de análise e adaptação a necessidades específicas. Estamos entusiasmados pelo crescimento da marca na América Latina e empenhados em responder diretamente às necessidades locais, mantendo o ADN da nossa marca. A cadeia de department stores El Palacio de Hierro é uma referência, pelo que entendemos ser o parceiro ideal no México».
As expectativas são, por isso, de um crescimento «sustentado», num mercado que a Laranjinha já abordou no passado, mas que está a encarar «como se tratasse de um novo mercado», assume Luís Pinto Leite. Há, por isso, algumas adaptações que estão a ser feitas, não só às normas locais, «por exemplo ao nível da etiquetagem», e da estratégia de comunicação, «mas principalmente no que diz respeito ao produto. Poderá ser necessário adaptar alguns modelos ou acrescentar novos modelos à coleção», explica o diretor comercial.

A expansão da presença da marca no retalho, que atualmente conta com três lojas e dois corners em Portugal, deverá ter continuidade ainda este ano. «Temos prevista a abertura de mais dois corners em 2026 [no México]. Noutros países, extracomunitários, estamos à procura de parcerias idênticas», assume.
Após um ano de 2025 marcado por contrastes, com «um muito difícil primeiro semestre e um muito bom segundo semestre, com crescimentos significativos na China e EUA», para 2026 as perspetivas são de crescimento, apesar do contexto internacional desafiante. «Como na Hall & Ca. só trabalhamos as nossas marcas Laranjinha e Snug, conseguimos ter uma previsão fiável sobre a evolução do negócio por estação», revela o diretor comercial. «Prevemos para o primeiro semestre um crescimento próximo dos 20% relativamente a 2025. Devido à instabilidade geopolítica atual, é difícil ter, neste momento, uma previsão segura do crescimento que se poderá verificar, ou não, no segundo semestre. De qualquer forma acreditamos que 2026 será ano de crescimento do volume de negócios», conclui Luís Pinto Leite.




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