Lameirinho vende mais

A Lameirinho apresentou as suas contas relativas a 2001, fixando em 1,518 milhões de euros os resultados líquidos, uma descida de 40% relativamente aos 2,542 milhões de euros de 2002. «O ano de 2001 foi marcado por uma série de acontecimentos que afectaram a vida de todos nós, com particular ênfase para os atentados de 11 de Setembro e para o acordo comercial UE / Paquistão. No entanto, e apesar da instabilidade económica que se viveu, considero que o ano de 2001 foi positivo para a Lameirinho», adianta, num comunicado, Albano de Coelho Lima, presidente do Conselho de Administração da empresa. O volume de negócios foi de 81,589 milhões de euros contra 81,377 relativamente a 2000, consistindo num acréscimo de 0,3%. As vendas para o exterior do país totalizaram 71 milhões de euros, representando um aumento de 4%. O cash-flow foi de 11,95 milhões de euros, e os meios libertos de 12,87 milhões, o que significou 15,8% da facturação. Os investimentos fixaram-se nos cinco milhões de euros. A produtividade da empresa de Pevidém situou-se em 24,7 mil euros por trabalhador, «que embora inferior aos 25,2 obtidos em 2000 se poderá considerar bom face à média do sector», acrescenta a empresa. A criação de uma fábrica de amostras de tecelagem permitiu à empresa introduzir ao longo do ano novas contexturas e desenhos de tecelagem, assim como, no contexto de uma estratégia de inovação, foi desactivada a fiação open-end de que dispunham. Em Julho de 2001 a Lameirinho iniciou uma parceria comercial para o mercado francês com a empresa JMA- José Machado de Almeida, líder nacional em felpos, e foi adquirida no final do ano uma participação de 25% na Adaltex, empresa que presta serviço exclusivo de tecelagem à Lameirinho.