Lameirinho aposta no contract

A empresa de têxteis-lar tem apostado no sector contract, uma área de negócio que tem estado a crescer e que a Lameirinho espera potenciar ainda mais com os contactos realizados no âmbito da PCIAW.

Paulo Coelho Lima

O principal mercado desta área de negócio da empresa é, atualmente, Portugal, mas os planos da Lameirinho, conhecida pelos seus têxteis-lar, passam por uma expansão internacional. «Vamos reforçar a presença na Europa e explorar alguns territórios noutros continentes», revela, ao Jornal Têxtil, Paulo Coelho Lima, administrador da empresa.

Espanha e «mais alguns países da Europa» são a área de abrangência internacional da Lameirinho neste segmento de mercado, que tem vindo a ser explorado mais intensamente nos últimos anos. «O negócio tem crescido, especialmente no segmento de luxo, com produto diferenciado, e as perspetivas de crescimento num curto espaço de tempo são boas», adianta Paulo Coelho Lima.

São, aliás, os clientes de luxo que mais alimentam este negócio, no fundo empresas que «através dos nossos produtos procuram proporcionar aos seus próprios clientes uma experiência única e diferenciadora», indica o administrador.

A pensar nestes clientes, a Lameirinho produz especialmente «tecidos com acabamentos especiais ajustados para esta área de negócio», tendo-se associado nos últimos anos à PCIAW «para, em parceria, ganharmos negócios neste segmento de produtos», refere Paulo Coelho Lima. No seguimento das visitas no âmbito da cimeira deste ano – que passaram por valências como a tecelagem, o tingimento em foullard e a estamparia digital –, «estamos a dar os primeiros passos, já com algumas perspetivas em curso, para já na área de contract», aponta.

Este segmento de negócio «representa aproximadamente 10% do negócio da empresa, mas com tendência para o crescimento», destaca Paulo Coelho Lima. As perspetivas são, por isso, «muito positivas», realça. «Através desta parceria com a PCIAW, que tem como objetivo aproximar empresas multissectoriais que se complementam, vamos seguramente conseguir entrar em concursos internacionais para equipar navios de cruzeiro, companhias aéreas, cadeias de hotéis, entre outros», acredita o administrador da Lameirinho.

A realização da cimeira em Portugal pode, por isso, ser um catalisador para novos negócios. «O impacto é sempre positivo. É a oportunidade de sermos visitados por potenciais compradores e dar a conhecer as nossas capacidades em termos industriais nas áreas têxtil e vestuário», conclui Paulo Coelho Lima.