Kmart despede mais 700 empregados

O retalhista na falência Kmart, prepara-se para despedir mais 680 funcionários numa tentativa de reduzir os custos e evitar mais encerramentos de lojas à medida que as vendas continuam a diminuir. Perto de 400 dos 2800 empregados do retalhista de desconto Troy, na sede em Michigan, serão dispensados adiantou o presidente e director-geral James Adamson. Mais 100 posições serão deixadas por preencher e 130 contratos ligados às novas tecnologias não serão renovados. A Kmart adiantou que estas alterações irão render cerca de 68 milhões de euros para o ano fiscal de 2002 e 132 milhões de euros anualmente, mas irão custar à empresa cerca de 17 milhões de euros para o pagamento de indemnizações. Desde que apelou para o Capítulo 11 do código de falência no início deste ano, a Kmart já encerrou 283 lojas, o que resultou na perda de 22 mil postos de trabalho. As vendas não melhoraram e no passado mês de Julho Adamson preveniu que poderiam haver mais despedimentos nos escritórios da empresa e em 18 centros de distribuição. O director-geral afirmou que o plano de diminuição de postos de trabalho “realinha a organização de forma a reflectir as necessidades actuais da empresa”, seguindo-se ao encerramento de 283 lojas no início deste ano. Os funcionários afectados irão receber indemnização, bem como subsídios de saúde e poderão contar com serviços externos que deverão ajudar no transição de carreira. Há duas semanas a Kmart pediu ao Tribunal de Falências a permissão para aumentar a sua linha de crédito num montante que não excedesse os 500 milhões de euros. Esta moção também pedia a permissão para o aumento do prejuizo a ser apresentado pela empresa, que deveria passar de 100 milhões euros para 400 milhões de euros.