JR Home quer crescer passo a passo

Com mais de 30 anos de história e duas décadas de exportação, a JR Home quer aumentar a sua dimensão no mercado, mas mantendo a estratégia – que inclui o recurso a uma rede de parceiros – que permitiu o seu desenvolvimento no passado.

José Ribeiro

Especializada em têxteis para a cozinha, embora a sua oferta inclua também artigos para outras áreas da casa, como a cama, a JR Home é uma empresa familiar que nos últimos 20 anos se lançou na exportação «e não tem parado», revela, ao Portugal Têxtil, José Ribeiro. França é o principal mercado, mas a JR Home, que tem uma quota de exportação de 90%, vende igualmente para Itália, Islândia e Espanha, entre outros países europeus, enumera o CEO.

Os contactos com os compradores internacionais são sobretudo feitos diretamente, até porque «com os meios de comunicação que há hoje em dia, é muito fácil abordar os clientes», indica José Ribeiro. A empresa expõe ainda na Guimarães Home Fashion Week. «Só fazemos esta feira, não fazemos mais. Para a nossa dimensão é suficiente», considera o CEO.

Na JR Home trabalham mais de 20 pessoas, com a empresa a manter dentro de portas o corte, a confeção, os bordados e a embalagem. O resto é subcontratado a parceiros nacionais, uma estratégia que será para manter no futuro. «Num país como Portugal, com os ordenados que temos – não estou a dizer que sejam maravilhosamente altos – ter uma empresa vertical pode criar grandes dificuldades. Corre muito bem quando há picos de produção e anos até fabulosos, mas quando há uma crise de encomendas, ter 1.000 ou 2.000 empregados dentro de portas, em Portugal, acho que é um problema. No Paquistão é relativamente fácil ter 5.000 ou 10.000, em Marrocos também. Em Portugal, não acredito muito nisso», afirma José Ribeiro.

Expansão sustentável

Por isso mesmo, a estratégia da empresa passa pela manutenção da rede de parceiros. «Temos parceiros ótimos que são especializados em cada item, em cada matéria, em cada tipo de acabamento e, depois, nós reunimos o melhor de cada um para conseguir apresentar um produto que é bom para o cliente, que é vendável, que é comercializável. É por aí a nossa estratégia», desvenda o CEO

Apesar de alguma falta de encomendas de que o sector dos têxteis-lar tem dado conta, na JR Home o ano de 2023 «está melhor», depois de no ano passado ter sentido uma maior instabilidade. «2022 foi um ano atípico, um pouco confuso, mas fomos sobrevivendo no meio da tormenta», confessa. Com um volume de negócios de 1,5 milhões de euros, «fomos faturando, mas com pouca estabilidade a nível de encomendas», justifica José Ribeiro.

Para este ano, depois de um início «bastante melhor», as expectativas são positivas, sendo que a longo prazo a ideia é crescer de forma sustentável. «Fazemos a Guimarães Home Fashion Week para angariar mais clientes, para tentar aumentar um bocadinho a estrutura e faturar um pouco mais», conclui José Ribeiro.

Daniela Matos (comercial) e José Ribeiro