Jovens e empresários discutem o sector têxtil

O seminário anual da UIT- União dos Industriais Texteis em França juntou no final de Março um milhar de jovens estudantes do sector têxtil (professores, engenheiros, estilistas, gestores) com alguns dos principais empresários do sector, para apresentar e discutir preocupações comuns sob a égide do conceito de globalização. Os presidentes da Deveaux, Devernois, Zannier, entre outros, expuseram os seus projectos acompanhados de alguns conselhos para os jovens presentes. Estes não esconderam a sua preocupação quanto ao futuro do sector, tendo os empresários tentado contrapor alguma esperança neste período de vacas magras. Mas todos estavam de acordo no aspecto de que a globalização é um fenómeno incontornável, com o todo o seu inerente potencial de perigos, desafios e oportunidades. O conceito de deslocalização seria inexoravelmente palavra de ordem, com um dos intervenientes a sugerir substituir esta com sentido pejorativo por relocalização. «É necessário avaliar convenientemente o quer se pode continuar a produzir em França e o que se deve produzir no estrangeiro», salientou Elisabeth Ducottet, presidente da Thuasne, especialista em têxteis técnicos ligados à medicina. Os industriais aconselharam as escolas a promover ainda mais o ensino das línguas para permitir uma carreira internacional. «As mais promissoras carreiras ligadas ao têxtil serão internacionais», recorda Lucien Devaux. Este seminário ocorreu num importante período de preparação de propostas da UIT aos responsáveis políticos envolvidos nas urgentes respostas do sector aos desafios da globalização, pedindo sobretudo a «efectiva abertura dos mercados mundiais», a «protecção da criação têxtil francesa e europeia» e finalmente a promoção de «um espaço pan-euromediterraneo têxtil privilegiado».