Jordânia acusada de abusos aos trabalhadores

A administração Bush está a ser pressionada a investigar as queixas de milhares de trabalhadores estrangeiros empregados na Jordânia para produzir vestuário para a maior parte das empresas americanas em relação a situações severas de maus tratos. As alegações são feitas por um relatório elaborado pelo National Labor Committee for Worker and Human Rights- Comité Nacional do Trabalho para os Direitos Humanos dos Trabalhadores -, que sugere que o Acordo de Comércio Livre bi-lateral entre os Estados Unidos e a Jordânia tem vindo a agravar o tráfico humano. Cerca de 1,1 mil milhões de artigos de vestuário feitos na Jordânia entraram nos Estados Unidos livres de impostos no ano passado- um aumento de 2000 por cento em relação ao período compreendido entre 2000 e 2005, informou o Comité Nacional do Trabalho. O Comité referiu ainda que milhares de trabalhadores de Bangladesh, China, Índia e Sri Lanka ficam sem passaporte e presos no serviço involuntário, fazendo roupa para a Wal-Mart, Gloria Vanderbilt, Target, Kohl’s, Thalia Sodi para a Kmart, Victoria’s Secret e a LL Bean. 109 horas por semana, turnos de mais de 72 horas, abuso sexual ,e trabalhadores esbofeteados, pontapeados e agredidos com paus e cintos são apenas algumas das violações enumeradas no relatório. Como resposta a estas alegações, quatro democratas congressistas- Reps Charles Rangel de Nova Iorque, Benjamin Cardin de Maryland, Sander Levin do Michigan e Xavier Becerra da California- escreveram uma carta à secretária de Estado Condoleezza Rice e ao representante do comércio dos Estados Unidos Rob Portman.Sob ao termos do acordo de comércio livre da Jordânia-Estados Unidos, que dá ás empresas jordanas acesso preferencial ao mercado dos Estados Unidos, ambos os países asseguram que as suas leis de trabalho estão em conformidade com os padrões internacionais.