Jacquard complementa oferta da Tintex

A empresa, que abandonou o conceito de coleções sazonais, introduziu os jacquards na sua oferta de malhas jersey, produzidos na unidade de tricotagem Hata.

[©Tintex]

Batizada simplesmente Jacquard, tal como a tecnologia que permitiu a sua produção, a nova coleção da Tintex inclui 10 referências de malhas jersey «com desenhos originais e personalizáveis, incluindo motivos clássicos e intemporais», destaca a empresa em comunicado.

Em termos de matérias-primas, a coleção Jacquard recorre a algodão orgânico, liocel, poliamida reciclada e elastano de base bio, combinadas em diferentes estruturas, com motivos florais subtis e geométricos e «funcionalizadas com acabamentos técnicos para máxima versatilidade, durabilidade, conforto e sustentabilidade, destacando-se as propriedades antibacteriana, neutralização de odores e proteção contra a radiação solar ultravioleta», destaca a empresa.

«Com esta coleção, a Tintex expande o seu portefólio de produtos orientados para os segmentos da moda, loungewear, desporto e lingerie, abrindo portas a um novo mundo de infinita criatividade e expressão da individualidade que transcende tendências e estações», sublinha o comunicado.

[©Tintex]
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A Tintex, que aboliu as coleções sazonais para se focar mais em produtos intemporais, tem vindo a introduzir novidades na sua oferta, incluindo, mais recentemente, liocel de bambu.

Em relação a esta tecnologia e à coleção a que deu origem, a Tintex refere que «permite complementar a oferta de malhas especiais, distintas pelo seu aspeto, cuidado e atenção ao detalhe», acrescentando que «com a adição do processo de tricotagem jacquard na Hata, reforçam-se as competências do grupo para o desenvolvimento e criação de artigos singulares, acrescentando valor não só pelos processos avançados, mas também pela forte componente estética».

A Hata, cujas novas instalações em Esposende foram inauguradas no início do verão de 2021, contava 24 teares circulares e com o sistema de deteção de defeitos da Smartex, com uma capacidade diária de 8 toneladas de malha em cru. «Antes da Hata era muito difícil para nós percebermos o todo, percebermos o material do início ao fim. Portanto, quando comprávamos malha em cru para as nossas coleções, tínhamos poucas especificações. Era-nos difícil desenvolver mais à medida, desenvolver produtos mais especializados. Quando começámos com a Hata foi com esse propósito, conseguirmos ter uma solução no mercado que nos conseguisse dar resposta a esta necessidade», sublinhou, em entrevista ao Jornal Têxtil, o CEO Ricardo Silva.

A tecnologia jacquard que foi agora acrescentada «permite à Tintex e aos seus clientes destacarem-se pela qualidade dos materiais e pela ousadia dos seus designs», conclui o comunicado da empresa.