As exportações têxteis e de vestuário nacionais apresentaram, de acordo com dados do INE, um aumento global de 1 %, valor que denota uma crescente melhoria no desempenho face aos números do primeiro trimestre do ano, que já se cifraram em mais de 0.9% relativamente ao mesmo período do ano transacto.Com efeito, as vendas de artigos têxteis e vestuário ao exterior totalizaram mais de 1.733 milhões de euros, mais 1 % que em igual período do ano passado, sendo de destacar um avanço significativo nas exportações de artigos têxteis, com categorias a crescer na casa dos 2 dígitos (filamentos artificiais e sintéticos, artigos de cordoaria e tapetes especiais e tufados), apresentado a categoria onde se integram os têxteis-lar uma estabilização e uma ligeira perda no vestuário de tecido e malha. Também no que respeita às importações, regista-se uma evolução positiva de 4.3%, com especial destaque para o vestuário de malha e de tecido (+ 11.1% e + 4,7%, respectivamente), assim como a categoria onde se integram os têxteis-lar (+16.9%), o que indicia uma maior pressão das exportações dos países do Oriente, a alguns meses do fim do Acordo União Europeia-China, muito embora não existam ainda dados desagregados que suportem esta suspeita.«A ATP mostra-se satisfeita e encorajada pelos valores de comércio têxtil e vestuário, agora revelados, o que vem demonstrar, uma vez mais, a extraordinária capacidade do tecido empresarial do Sector em reagir às situações mais adversas, tornando-se mais competitivo e capaz de ultrapassar com êxito a pressão concorrencial internacional, auxiliando fortemente a economia nacional a contribuir positivamente para o equilíbrio da sua Balança Pagamentos», anuncia a associação em comunicado.«Esta inversão de tendência, no sentido da recuperação, está em linha com a visão prospectiva que a Associação realizou para o sector e na implementação da sua estratégia de terciarização de actividades e corporização de factores críticos de competitividade, entre os quais a moda e a inovação tecnológica, capaz de tornar as empresas diferenciadas pelos seus produtos e serviços, e, por conseguinte, menos expostas à devastadora concorrência internacional, hoje encabeçada pela China e pela Índia». A expectativa do reforço da recuperação económica e do consumo em mercados tradicionais de destino das exportações têxteis e do vestuário nacionais, como a Alemanha e a França, bem como a aguardada – embora incerta – reapreciação do dólar, favorecendo as tradicionais vendas de têxteis-lar para os Estados Unidos, poderão determinar que a tendência positiva, agora verificada no comércio externo do sector, se venha a confirmar de maneira mais expressiva nos próximos semestres, também agora claramente sustentada na conquista e na diversificação de novos mercados.










