O parlamento italiano, com o apoio das mais reputadas agências de moda, quer aprovar uma lei contra os chamados bebés modelos. A proposta, apoiada pelos especialistas da área e da associação de agências de moda, prevê que modelos com idades inferior a 18 anos devem ser acompanhados durante o trabalho de, pelo menos, um dos pais. Modelos da Europa de Leste só podem entrar em Itália se possuírem um contrato de trabalho válido. «As pequenas agências aproveitam-se de modelos cada vez mais jovens para manterem os preços baixos. Todo o ramo está sem qualquer legislação. Alguns poucos modelos ganham muitíssimo bem, mas os outros são explorados e nem recebem apoio financeiro quando estão doentes. O novo regulamento mais rígido deve acabar com isto. Os modelos devem ter o estatuto de freelancer com a segurança social correspondente», explica Gabriele Giopp, gerente da conhecida agência de moda Elite, situada em Milão. O sector da moda italiana aproveita cada vez mais modelos estrangeiros. Nos últimos desfiles em Milão cerca de 90 por cento dos modelos vinham do estrangeiro, nomeadamente da Europa de Leste. Alguns deputados de direita aproveitaram-se deste facto para lançar uma polémica contra a imigração do Leste da Europa. Reclamaram que muitas estrangeiras vinham para Itália sob o pretexto de serem modelos, mas, na verdade, eram exploradas como prostitutas. Neste contexto, o governo português apresentou uma recente proposta oficial, na qual os bebés apenas poderão ser utilizados em espectáculos, telenovelas, moda e publicidade apenas durante uma hora por semana. E, em nenhuma circunstância, se autoriza que um menor de 15 anos actue mais de oito horas por semana. Bagão Félix quer que esta medida entre em vigor em meados do próximo ano.









