Itália cresce nos tecidos leves de algodão

As empresas italianas de tecelagem de algodão sentiram de forma diferente o ano de 2003. O melhor desempenho exportador verificou-se nos tecidos de algodão mais leves, tecidos com pelo menos 85% de algodão e com menos de 200 g/m2. As exportações de tecidos leves de algodão atingiram os 64.299.028 kg, reflectindo um aumento de 4,7% no volume das exportações, relativamente a 2002, ano em que foi registado um crescimento de 12,97%.

Este crescimento foi verificado para os dois principais destinos de exportação: Roménia e Tunísia. A Roménia, como principal mercado, registou um crescimento de 8,3% nas exportações de 2003, cifrando-se nos 12.717.845 kg. As exportações para a Tunísia, o segundo principal mercado, registaram uma subida de 10,6%, cifrando-se nos 7.642.000 kg.

Relativamente aos principais destinos de exportação na UE, manteve-se a tendência de evolução negativa generalizada. Apesar de manter a sua posição como terceiro destino de exportação, a França registou uma quebra de 12,3%, com um volume de 4.870.704 kg. As exportações registaram uma evolução negativa para o caso de destinos como a Hungria (-5,4%), os Estados Unidos (-5,8%), a Alemanha (-23,0%) e o Reino Unido (-20,6%).

As exportações para a Turquia registaram uma subida de 43%, cifrando-se nos 4.547.382 kg, o que representa uma variação significativa quando comparados com o volume de 904.931 kg registado em 2001. Com o crescimento considerável da indústria de corte e confecção na Croácia, as exportações de tecido de algodão para este destino registaram um crescimento significativo de 230,4%, cifrando-se nos 2.104.512 kg.

Portugal encontra-se na 13ª posição entre os principais destinos dos tecidos leves de algodão em 2003, tendo registado uma subida de 6,3%, com o volume das exportações a cifrar-se nos 1.217.295 kg.

A Itália é também um significativo importador de tecidos leves de algodão. Durante 2003, as importações subiram 5,1% cifrando-se nos 92.830.610 kg. A Rússia manteve-se como a principal origem das importações, apresentando uma variação ligeiramente negativa de 0,4% e registando um volume de 12.520.132 kg. A China assegura a 2ª posição entre as principais origens, registando uma variação de 34% e um volume de 9.049.580 kg. Na 3ª posição encontra-se o Paquistão, com uma variação de 78,7% e um volume total de 7.144.395 kg. De destacar ainda o Irão como novo fornecedor em crescimento, cujas importações subiram 260,4%, cifrando-se nos 2.316.847 kg.