Intertex expande abrangência

Maquinaria, informação e tendências, em parceria com o Modatex, assim como o reforço do programa de compradores convidados, são as novidades que deverão marcar a próxima edição da feira internacional, que se realiza de 21 a 23 de maio.

Intertex 2023

No ano passado, a feira contou com 130 expositores e 4.529 visitantes, revelou António Brito, responsável pelo mercado ibérico no B Group, que organiza a Intertex em Portugal, durante a apresentação que teve lugar na sede da ANIVEC, no passado dia 29 de fevereiro.

Números que deverão ser superados este ano, com a organização a antecipar a presença de cerca de 200 expositores de mais de 20 países e um aumento do número de visitantes que deverão passar pelo Europarque, em Santa Maria da Feira, expectavelmente acima dos 5.000. «O objetivo da Intertex foi, é e sempre será ser uma feira internacional, independentemente do mercado onde se realiza. Os expositores que vêm do estrangeiro são complementares, trazem aquilo que a indústria de vestuário portuguesa precisa. Não há conflito, são complementares. Não é para criar concorrência», sublinhou o responsável pelo mercado ibérico no B Group.

Para este crescimento deverão contribuir algumas das novidades, como a Intertex Machinery. A Intertex, que já decorre em paralelo com a feira de calçado Intershoes, vai abrir o espaço de exposição a produtores de maquinaria têxtil. «É um complemento que irá crescer consoante as necessidades», indicou António Brito.

A Intertex vai ainda contar com a Start Up Area, dedicada essencialmente a start-ups que atuem nas áreas da tecnologia, inovação e sustentabilidade, e com um programa paralelo que irá incluir o espaço Thinking Textiles & Shoes, para debater temas atuais da indústria têxtil e do calçado, e as Business Talks, que dá aos expositores a oportunidade de fazer apresentações comerciais curtas.

A feira vai também reforçar o programa de compradores convidados, com um novo modelo em que as empresas portuguesas expositoras podem propor clientes internacionais para virem visitar o certame com as despesas cobertas pela organização da Intertex.

«As feiras são do mercado, são dos expositores e, por isso, têm de contribuir para o desenvolvimento do mercado e das empresas que nela participam», sublinhou António Brito.

António Brito, Isabel Moutinho e José Manuel Castro

A Intertex vai ainda estrear um protocolo com o centro de formação Modatex, que trará as tendências para a feira e irá ajudar a promover as empresas portuguesas. «O desafio que a ANIVEC nos propôs foi muito interessante: encontrar formas de acentuar a interação, que já temos, da formação com as empresas do sector», explicou José Manuel Castro, diretor do Modatex.

Nesse sentido, alunos do Modatex – de todo o tipo e grau de formação e de todos os centros espalhados pelo país – candidataram-se para, em conjunto com uma empresa, desenvolver «um produto que represente aquilo que de melhor a empresa faz» e que, ao mesmo tempo, permitisse diferenciar a empresa na Intertex, explicou Isabel Moutinho. O resultado desse trabalho conjunto estará em exposição na Intertex.

Na feira será ainda possível conhecer a proposta portuguesa – a cargo do Modatex há vários anos – para a Intercolor, plataforma internacional que reúne representantes de organismos nas áreas da moda, vestuário, têxtil, design e cor de 16 países. «Será apresentada a proposta de cores para 2026», indicou Isabel Moutinho.

Motivos extra para que mais pessoas visitem a feira, que irá ter um reforço dos transportes a partir da cidade do Porto – incluindo a partir do aeroporto, estação ferroviária de Campanhã e hotéis da cidade –, mas também entre o Europarque e o centro de Santa Maria da Feira, para permitir uma visita mais prolongada.

«Não olhem para nós simplesmente como organizadores de feiras, porque não somos vendedores de metros quadrados, criamos oportunidades de negócio», concluiu António Brito.