Inovação bate à porta

Investigadores do sistema científico e tecnológico do Norte de Portugal estão hoje de visita a oito empresas dos sectores têxtil e agroalimentar de Vila Nova de Famalicão, numa iniciativa da Câmara Municipal que coloca a Riopele, a Continental-ITA, a Inovafil e a Sonicarla na rota das Jornadas para a Inovação.

A iniciativa tem como objetivo dar a conhecer as principais necessidades das empresas neste domínio e recolher oportunidades e pistas para investigação futura. Em declarações à Lusa, Paulo Cunha, presidente da Câmara Municipal, afirmou que «com esta iniciativa pretendemos dar mais um contributo para o reforço da competitividade das nossas empresas, estreitando relações e fomentando parcerias entre o tecido empresarial e o universo do conhecimento e da investigação».

Os cerca de 30 investigadores que integrarão a comitiva pertencem à Universidade do Minho, à Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica, ao Centro de Investigação de Engenharia e Gestão Industrial da Universidade Lusíada e ao Instituto de Investigação e Formação Avançada em Ciências e Tecnologias da Saúde da CESPU, estando ainda representados os dois centros tecnológicos com sede em Famalicão: o CeNTI – Centro de Nanotecnologia e Materiais Técnicos, Funcionais e Inteligentes e o Citeve – Centro Tecnológico Têxtil e Vestuário.

As “Jornadas para a Inovação” são uma iniciativa da Rede Famalicão Empreende, no âmbito dos projetos da iniciativa Famalicão Made IN, e pretendem sensibilizar os empresários para a importância da inovação nas empresas, uma condição que a autarquia considera ser «essencial para o seu crescimento e competitividade».

Vila Nova de Famalicão é, atualmente, o terceiro conselho mais exportador do país, logo a seguir a Lisboa e Palmela. De acordo com os dados do Anuário Estatístico do Instituto Nacional de Estatística, citados pela autarquia, as empresas de Famalicão exportaram mais 5,4% em 2014 do que no ano anterior, registando um aumento de exportações superior à média nacional (1,8%). No total, as empresas do concelho exportaram 1,7 mil milhões de euros. «É conhecido o ADN empresarial de Vila Nova de Famalicão, formado ao longo de várias gerações de grandes empresários, que foram sucessivamente legando às gerações subsequentes um território fortemente marcado pela saber-fazer e pela apetência para o investimento industrial», sustenta Paulo Cunha. «Hoje somos um município que faz justiça a esse legado e que encara o futuro com a mesma determinação dos grandes industriais do passado. É por isso que hoje Vila Nova de Famalicão é o epicentro de uma fileira industrial completa, estruturada e flexível, principalmente nos sectores têxtil, agroalimentar e da metalomecânica», acrescenta.

A rota destas primeiras Jornadas para a Inovação passam hoje, precisamente, pela indústria têxtil e vestuário, com a visita à Riopele, à Continental-ITA, à Inovafil e à Sonicarla, e pelo sector agroalimentar, com paragens na Primor, na Bracar, na Porminho e na Vieira de Castro.

Em março, anuncia a autarquia, realizar-se-á a segunda etapa das Jornadas para a Inovação, onde «as entidades famalicenses do sistema científico irão receber o tecido empresarial», para prosseguir com a meta de «potenciar o aparecimento de novos projetos de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico».