Inês de Castro inspira estilistas nacionais

No âmbito das comemorações dos 650 anos da morte de Inês de Castro, hoje, Dia dos Namorados, irá ser inaugurada, no Museu Nacional do Traje, a exposição intitulada “Trajes para Dona Inês” e que estará patente até 11 de Novembro. Foram convidados alguns dos principais estilistas portugueses a idealizarem uma figura feminina que corresponda à imagem de uma Inês de Castro dos nossos dias, como uma jovem, vibrante, com a força e a beleza de uma alma apaixonada, ligando o mito à contemporaneidade, a história à actualidade. Ana Salazar, Augustus, Fátima Lopes, José António Tenente, Manuel Alves/José Manuel Gonçalves, Katty Xiomara, Luís Buchinho e Miguel Vieira criaram, assim os oito modelos, que serão “interpretados”, na inauguração, pela modelo Diana Pereira. Inês de Castro, que nasceu em 1320, é um dos mais conhecidos ícones medievais portugueses devido à história de um amor impossível com D. Pedro, filho do rei D. Afonso IV, que teve um desfecho trágico. O Museu do Traje e da Moda, criado em 1977 e instalado no Paço do Lumiar no Palácio Angeja-Palmela, foi constituído com base numa colecção vinda do Museu Nacional dos Coches, composta por cerca de 7.000 trajes e acessórios que, em parte, pertenceram à Casa Real portuguesa. Nestas colecções domina o vestuário civil feminino, mas também são compostas por roupas da corte do século XVIII, indumentária masculina e de criança, e ainda malas, chapéus, leques, sapatos, xailes e roupa interior. O palacete foi adquirido pelo Estado em 1975 para um projecto museológico que daria origem ao Museu Nacional do Traje, recebendo logo no ano seguinte o Prémio Especial Museu do Ano pelo Conselho da Europa. Além da exposição permanente de peças próprias, na sua grande maioria doadas, o museu organiza desde 1985 exposições bimensais com obras de artistas contemporâneos.