Indústria da moda reduz pegada de carbono

A pegada de carbono da indústria da moda caiu ligeiramente em 2022, mas a tendência a longo prazo continua a ser de crescimento, de acordo com os últimos números do Apparel Impact Institute.

[©Unsplash-Anne Nygård]

A atualização do relatório Roadmap to Net Zero de 2021 do Apparel Impact Institute (Aii), estima que o sector tenha sido responsável por 879 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2e) em 2022 – o que representa cerca de 1,85% das emissões anuais totais –, em comparação com 897 milhões de toneladas em 2021, o que representa uma redução de 1,17%.

«Este é um desenvolvimento bem-vindo, mas sabemos que precisamos de reduzir as emissões muito mais para nos mantermos numa trajetória de 1,5ºC e evitar os piores impactos das mudanças climáticas», pode ler-se na introdução do documento, assinada por Lewis Perkis, presidente da Aii, e Michael Sadowski, consultor do instituto.

Na cadeia de processamento, a produção dos têxteis – que inclui os acabamentos – é responsável por 55% das emissões, ou 482 milhões de toneladas de CO2e. Segue-se o cultivo e extração de matérias-primas (21%), o processamento das matérias-primas, onde se insere a fiação (15%) e, em último lugar, a confeção (9%).

«Assumindo o crescimento normal do sector do vestuário, as emissões deverão ser de 1,24 mil milhões de toneladas em 2030. Para permanecer numa trajetória de 1,5ºC (redução de 45% até 2030), o sector terá de reduzir as emissões de 879 milhões de toneladas em 2022 para 489 milhões de toneladas em 2030», refere o estudo.

O documento sublinha que «embora a indústria do vestuário esteja a fazer progressos, o ritmo de mudança está muito aquém do necessário para responder às nossas ambiciosas metas climáticas.

Para contribuir para este objetivo, o Aii está a invocar os líderes da indústria para contribuírem com 250 milhões de dólares «para criar um inventário robusto de soluções». Além disso, refere, ««nos próximos seis anos vamos envolver 2.000 fornecedores nas principais regiões produtoras para oferecer apoio abrangente, incluindo assistência técnica, opções de financiamento sustentável e acesso às melhores tecnologias disponíveis».