Indonésia tenta limitar importações têxteis

O governo indonésio está a preparar uma nova lei para proteger a sua indústria, de qualquer aumento súbito nas importações. Jacarta teme especialmente a competição da China, após ter-se juntado à OMC. O esboço da lei foi apresentado segundo o “The Jakarta Post”, ao Presidente da Indonésia Megawati Soekarnoputri. Sob a nova lei, as tarifas poderão ser levantadas se um aumento súbito e inesperado nas importações, ameaçar realmente as indústrias nacionais. Um aumento temporário (durante seis meses) poderá ser aplicado a algumas importações. Se as entradas continuarem a subir, um aumento durante quatro anos das tarifas poderá ser imposto. A indústria de têxtil e vestuário da Indonésia sofre com o aumento das importações da China e Índia. A competição com a China foi intensificada nos mercados internacionais desde a entrada desta na OMC. As associações industriais tornaram claro que as exportações para países que não impõem quotas estão a cair rapidamente, um sinal claro de que as empresas indonésias poderão não ser capazes de competir com outras nações asiáticas após a total remoção das quotas têxteis, a 1 de Janeiro de 2005. O nível de exportações dos países que não impõem quotas caíram 56% em 1999 para 53% em 2001. Pela mesma razão, a Indonésia é mais dependente dos países com imposições de quotas, incluindo o seu primeiro cliente, os Estados Unidos. Como resultado dos ataques de Setembro e do abrandamento da economia americana, as expedições para os Estados Unidos desceram quase 4% em termos de volume em Novembro. Em Outubro tinham subido ainda 17%. Graças ao aumento das expedições até Outubro, as exportações de vestuário para os Estados Unidos subiram ainda 10,34% no período de Janeiro a Novembro. De volta de uma viagem aos Estados Unidos, o director da Texmaco, o maior grupo de fibras e têxteis da Indonésia, afirmou que os exportadores deverão agora visitar os EUA para convencer os compradores a continuar a abastecer-se na Indonésia. Os fabricantes nacionais são também confrontados com a competição de países membros da ASEAN, tais como o Vietname e o Cambodja. De acordo com a maior associação industrial de têxteis e vestuário, a API, as exportações caíram 10% em 2001, após ter alcançado um recorde em 2000. As exportações poderão ainda, segundo a API, cair 10% em 2002.