A Europa vai ser o destino privilegiado do grupo Inditex, embora tenha agora anunciado investir no mercado japonês, anunciando aumentar a sua presença nos mercados alemão, britânico e italiano, sendo que os mercados espanhol e português continuam a ser de longe os que apresentam as suas várias marcas Zara, Zara Home, Massimo Dutti, Bershka, Stradivarius, Pull & Bear, Oysho e Kiddys Class-, com maior representatividade. Em Portugal encontramos 206 lojas do grupo, e se passarmos a fronteira descobrimos 1321. O que confirma o sucesso do seu modelo de resposta rápida, baseado na proximidade dos centros de produção sobretudo em Espanha, na Corunha (Arteixo) e em Portugal (estimadamente responsável por 30 por cento da produção) , em detrimento do continente asiático, onde não se concretizou a decisão que entretanto tínhamos avançado de investir num centro logístico, o que alteraria radicalmente todo este paradigma, que para já só existe na Europa. Recordem-se também os ambiciosos planos de inúmeras inaugurações de lojas do outro lado do Atlântico, sobretudo nos EUA, rapidamente esmorecidos, precisamente pela distância ao centro de abastecimento, que não permitiria a resposta rápida à célere leitura das preferências dos clientes, que no continente europeu lhe é permitido.
Os resultados reflectem a boa saúde económica do grupo e o sucesso do seu modelo, com uma subida dos lucros no primeiro trimestre de 21%, comparando com o período análogo do ano passado, depois de ter anunciado um aumento de lucros em 2004, face a 2003, de 41%. No que se refere ao volume de negócios, o crescimento trimestral foi de 19% e o anual foi de 23%. Como «não há bela sem senão», o aumento da dimensão faz com que nos resultados anuais se tenha verificado um aumento de perdas extraordinárias de 189%, atingindo os 16,5 milhões de euros, graças ao montante de previsões para as renovações das lojas.
Contrariamente à maioria das grandes empresas espanholas cotadas em Bolsa, na Inditex é o seu fundador que detém a maioria do capital, tendo aumentado a sua participação no final de 2004 para 59,3% do capital social de 93,5 mil milhões de euros. O segundo accionista (Rosp Coruña) conta com 7% do mesmo.
Continua no entanto presente a expectativa de ver concretizado em cinco anos o plano de quase duplicar o número de lojas (para 4000), estar presente em 70 países e apresentar dez mil milhões de euros de volume de negócios.
Resta saber se consegue aguentar o ritmo que mantém, já que está a empregar sete mil funcionários por ano (emprega actualmente 50 mil), e que abriu uma loja nova todos os dias no ano passado (conta actualmente com 2400 lojas).
A marca Zara continua a ser o ex-libris da empresa, (a holding Inditex teve como antecessora uma loja Zara em 1975), e protagonista da ultima diversificação com a marca e as lojas Home, mas vê a sua congénere Bershka ganhar terreno e conquistar o segundo lugar no ranking das insígnias, contando já com 302 lojas distribuídas por 14 países, para já apenas no velho Continente.
A inditex foi recentemente noticia também pela nomeação de Pablo Isla Alvarez de Tejera, de 41 anos, e ex-presidente do conselho de administração da Altadis, a quarta maior empresa de tabaco do mundo, para seu director-geral.









