Impetus faz pijama anti-úlceras

No âmbito do projeto 4NoPressure, onde liderou um consórcio que incluiu, entre outros, a Universidade do Minho, a empresa portuguesa desenvolveu um pijama que monitoriza os pacientes e previne o aparecimento de úlceras de pressão.

Promovido por um consórcio liderado pela Impetus que incluiu a Universidade do Minho, representada pela Fibrenamics, pelo Centro de Ciência e Tecnologia Têxtil (2C2T) e pelo Departamento de Física, Centro de Engenharia Biológica (CEB), o Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL) e a Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC), o projeto deu origem a um pijama com «um sistema estrutural e de design inovador que permite a prestação de cuidados clínicos de qualidade superior, prevenindo o desenvolvimento de úlceras de pressão através das estruturas fibrosas com propriedades termorreguladoras e antimicrobianas, enquanto monitoriza a distribuição da pressão, variação da temperatura corporal e humidade por meio de sensores integrados diretamente nas referidas estruturas fibrosas», descreve a Fibrenamics.

As peças de vestuário desenvolvidas – um casaco e umas calças – têm precisamente como objetivo melhorar a qualidade de vida das pessoas com mobilidade reduzida ou acamadas, tanto em ambientes hospitalares como domiciliários.

O pijama contribui para reduzir a ocorrência de úlceras de pressão, através da prevenção e atuação terapêutica, para prevenir infeções resultantes deste tipo de lesão, para monitorizar o estado de pacientes de elevado risco de desenvolvimento de úlceras de pressão e para melhorar, de forma geral, a qualidade de vida destas pessoas.

[©Fibrenamics]
No fundo, resume o consórcio citado pela Fibrenamics, o pijama inteligente agrega «um novo conceito de sistema estrutural e de design, para maior conforto ergonómico, que responda à condição de mobilidade reduzida e tipo de movimentos da pessoa e à prestação de cuidados clínicos».

Para Luísa Arruda, investigadora da Fibrenamics, o projeto, que terminou em junho de 2023, é «uma missão de grande relevância para o bem-estar de uma considerável parcela da população», conseguido através da colaboração entre outros os parceiros do consórcio, ao mesmo tempo que é demonstrativo da «capacidade inovadora dos materiais fibrosos para criar soluções orientadas à saúde e ao bem-estar das pessoas».

No mesmo sentido, Rosana Dias, investigadora do INL, salienta «a relevância da colaboração estreita entre os investigadores das várias áreas técnicas e científicas envolvidas e, em particular, do contributo dos especialistas na área de aplicação, no sentido de identificar os desafios mais relevantes, por conseguinte orientando a investigação no caminho mais útil à sociedade», enquanto Anabela Salgueiro, investigadora da ESEnfC, sublinha que os «enfermeiros que cuidam diariamente de pessoas com risco de lesões por pressão deram sugestões valiosas que permitiram aprimorar o protótipo funcional em termos de usabilidade».