iHCare lança lençóis multifuncionais

Fundada por Diana Pires, a iHCare quer transformar os cuidados de saúde. Na mais recente edição da Techtextil, apresentou, em parceria com a Coltec, lençóis que permitem dar banho a pacientes acamados sem os mover.

Diana Pires

Licenciada em enfermagem, Diana Pires iniciou esta jornada em 2013, motivada pela necessidade de melhorar as condições de higiene para pessoas acamadas, que frequentemente necessitam de banhos no leito.

O principal desenvolvimento da iHCare, denominado Shower Care, consiste numa solução composta por quatro componentes distintos. O principal é um lençol, batizado Shellty ProEvo, hidrofóbico, impermeável, antibacteriano e antiviral, que permanece na cama do paciente. Este lençol, além de servir como um lençol normal, transforma-se numa banheira no momento do banho, graças ao seu design e características elásticas. Este sistema inovador permite que os enfermeiros utilizem uma máquina especial, em fase de industrialização, para fornecer banhos com água quente corrente diretamente na cama do paciente.

«Queríamos criar uma solução que não fosse retirada da cama do paciente, facilitando o banho no leito com água quente corrente», explicou Diana Pires durante a sua presença na Techtextil, onde partilhou o stand da Coltec. «Desenvolvemos uma máquina que, através de uma Docking Station, é conectada ao lençol, transformando-o em banheira. Este método não só é eficiente, como também sustentável», aponta.

[©iHCare]
O método, testado no Hospital da Cova da Beira entre 2020 e 2021, demonstrou-se eficaz e prático, destacando-se pela sua sustentabilidade e eficiência, refere a também CEO da empresa. «Neste momento estamos a trabalhar com a nossa primeira cliente, a Vida Maior, em Maceira, uma estrutura residencial de apoio a idosos», indica.Além do Shower Care, a iHCare desenvolveu a linha Shellty Pro Care, destinada a pacientes com incontinência. Este lençol possui as mesmas propriedades do Shellty ProEvo, mas não se transforma em banheira. A Shellty Pro Care visa substituir os lençóis de algodão tradicionais, oferecendo maior conforto e durabilidade, além de reduzir a necessidade de trocas frequentes e permitir a lavagem a uma temperatura mais baixa (30 ºC), resultando em economias de energia e custos.

«Percebemos que os lençóis técnicos poderiam beneficiar não só os pacientes que necessitam de banhos no leito, mas também aqueles com incontinência», justifica Diana Pires. «O nosso objetivo é proporcionar lençóis que melhorem o conforto do paciente e a eficiência dos cuidadores», salienta.

[©iHCare]
No mesmo sentido, está a lançar as linhas Shellty Kids, para bebés, e a Shellty Home, para uso doméstico, cujos produtos podem ser adquiridos diretamente pelos consumidores online.

Já no sistema Shower Care, a iHCare opera com um modelo de subscrição, fornecendo não apenas os lençóis e a máquina de banho, mas também formação e manutenção contínua dos produtos. Esta abordagem de “Shower as a Service” garante que as instituições de saúde tenham sempre os equipamentos necessários, sem preocupações com a substituição ou manutenção. «Não vendemos apenas máquinas, mas sim um serviço completo que inclui formação e manutenção», destaca Diana Pires. «Queremos ser parceiros das instituições, garantindo que as camas dos pacientes estejam sempre equipadas e prontas para o uso», acrescenta.

Diana Pires destaca que a missão da iHCare é melhorar o conforto dos pacientes e facilitar o trabalho dos profissionais de saúde, ao mesmo tempo que se comprometem com a sustentabilidade.

A empresa, com uma equipa fixa de seis pessoas e diversos parceiros industriais, incluindo a Coltec, já começou a internacionalizar os seus produtos, estando a trabalhar com distribuidores no Canadá, EUA e Alemanha, com o objetivo de expandir ainda mais o seu alcance.

«Estamos a trabalhar para mudar o paradigma dos cuidados de saúde, oferecendo soluções tecnológicas avançadas e sustentáveis», afirma Diana Pires. «O nosso compromisso é com a melhoria contínua e a expansão das nossas soluções para beneficiar o máximo de pacientes possível», conclui.